terça-feira, 15 de setembro de 2026

15 DE SETEMBRO | DIA INTERNACIONAL DA DEMOCRACIA

 

📚 Uma biblioteca aberta: venha ler gratuitamente




Há livros que compramos.

Há livros que ganhamos.

E há histórias que simplesmente encontram uma maneira de chegar até nós.

Nos últimos meses, venho reunindo meus livros em uma biblioteca virtual. Aos poucos, histórias que antes estavam espalhadas em arquivos, cadernos e projetos começaram a ocupar a mesma estante.

Nasceu assim a Biblioteca Helena Bernardes — Livros e Histórias.

E quero deixar uma porta aberta.

Os livros disponíveis para leitura gratuita podem ser lidos diretamente pela internet. Não é preciso esperar o livro chegar pelo correio nem encontrar espaço na estante de casa. 

Basta abrir a biblioteca, escolher uma história e começar a leitura.Ali estão também as aventuras da Vovó Onça, criadas especialmente para aproximar as crianças dos livros, da natureza e das pequenas perguntas que podem despertar grandes descobertas.

Porque acredito que literatura infantil não precisa apenas distrair.

Uma história pode fazer uma criança perguntar de onde vem a água.

Pode fazê-la reparar numa árvore que antes passava despercebida.

Pode apresentar um animal do Cerrado.

Pode iniciar uma conversa entre pais e filhos.

E, principalmente, pode criar aquela intimidade tão bonita entre a criança e o livro.

Não me preocupa que um pequeno leitor termine muitas histórias depressa. Prefiro imaginar que alguma delas ficará.

Talvez ele volte para vê-la novamente.

Talvez peça:

— Lê outra vez?

E talvez, muitos anos depois, nem se lembre de todas as palavras, mas ainda carregue consigo alguma coisa que aquela história ensinou.

É por isso que estou abrindo esta biblioteca também para pais, avós, professores, educadores e todos aqueles que gostam de ler com uma criança ao lado.


Você pode folhear os livros na tela e voltar à biblioteca sempre que quiser. Conforme novas histórias forem chegando, a estante continuará crescendo.

E há uma coisa que eu gostaria muito de saber.

Depois de ler um dos livros, volte aqui e me conte nos comentários qual história você escolheu e o que ficou dela em você , ou na criança que leu ao seu lado.
Porque uma biblioteca só começa com os livros.

Quem lhe dá vida são os leitores.

Boa leitura. 💜📚

✍️ Helena Bernardes
Histórias que a Vida Conta

domingo, 6 de setembro de 2026

🐂 Hoje é Dia do Carreiro de Boi em Goiás


Para muita gente, é uma data no calendário. Para mim, é uma história que vem de longe.

O carro de boi atravessa as memórias da minha família, as estradas de Mairipotaba e a fé dos que seguiam em romaria ao Divino Pai Eterno, em Trindade.

Meu avô, Antônio Anazário da Costa, o  Benzedor, fez parte dessa história. Minha irmã Mariana acompanhou os carreiros durante 25 anos. E, em 2014, caminhei ao lado dela pelas estradas poeirentas, levando minha câmera e registrando a rotina, a fé e o som inesquecível dos carros de boi.

Hoje, no Dia do Carreiro de Boi, resolvi abrir essa gaveta da memória.

Na minha página MEMÓRIAS, vocês encontrarão essa história e também meus registros antigos das Estradas da Fé, com vídeos que ficaram guardados durante todos esses anos — inclusive uma homenagem especial à minha irmã Mariana.

Porque algumas histórias não podem ficar apenas na lembrança.

Precisam ser contadas para continuarem caminhando.

📜 Conheça a página MEMÓRIAS:

🎵 Ouça também: O Canto do Carro de Boi 

Uma música autoral de Helena Bernardes, inspirada na tradição dos carreiros, na fé e na memória das estradas de Goiás.

Helena Bernardes

06 setembro 2026


sábado, 5 de setembro de 2026

Amazônia — uma canção para a floresta que respira

Hoje, 5 de setembro, escolhi não escrever apenas sobre a Amazônia.

Escolhi cantá-la.



A canção Amazônia nasceu de imagens que há muito habitam minhas escritas: o rio correndo entre as folhas, a chuva chegando, os frutos seguindo suas estações, as pegadas de uma onça sobre a terra.

E nasceu também de uma certeza: a floresta não existe sozinha.

Existem pessoas que cuidam, pesquisam, ensinam, protegem os rios e os animais e preservam conhecimentos que atravessam gerações.

Ao transformar a letra em um clipe, fui construindo essa Amazônia quadro a quadro. Vi a onça beber água, atravessar o rio, desaparecer entre as árvores. Vi a chuva cair sobre as folhas e o rio seguir seu caminho até encontrar o mar.

No fim, percebi que o vídeo dizia exatamente aquilo que eu desejava guardar:

“Cuidar de ti é cuidar da vida, é permitir que a vida possa continuar.”

Que esta canção atravesse um pouquinho da imensidão que a inspirou.

E que as onças continuem seus caminhos.
Que os rios encontrem sempre o mar. 🌿🐆💧

Créditos: Amazônia — letra e concepção de Helena Bernardes; música, produção e voz sintética com Suno AI; imagens e composição visual de Helena Bernardes com apoio de IA — OpenAI/ChatGPT; edição de Helena Bernardes.

✍️ Helena Bernardes
Histórias que a Vida Conta 

5 de setembro de 2026

Amazônia — vida que inspira 🌿🐆

5 de setembro — Dia da Amazônia

 5 de Setembro - Dia da Amazônia 

Hoje escolhi celebrar a Amazônia com aquilo que mais gosto de fazer: contar histórias.


Desta vez, a história nasceu com um vídeo da Vovó Onça. 

A Amazônia não é apenas uma paisagem distante para admirarmos. É água, floresta, biodiversidade, conhecimento, memória e futuro. Cuidar dela significa compreender que cada forma de vida participa de uma história muito maior do que nós.

Este vídeo foi construído quadro a quadro utilizando ferramentas de inteligência artificial como apoio ao processo criativo.

Que este recadinho da Vovó Onça  seja também um convite: escutar a floresta e lembrar que cuidar da Amazônia é cuidar da vida.

Créditos 
🎨 Imagens e composição visual: Helena Bernardes com apoio de IA —
OpenAI/ChatGPT
🎬 Edição: Helena Bernardes
🐆 Projeto: Vovó Onça — Histórias que a Vida Conta 

sexta-feira, 4 de setembro de 2026

A História que Queria Nascer



Há histórias que a gente inventa.

E há outras que parecem ficar esperando, quietinhas, até encontrarem uma porta aberta para chegar ao mundo.

“A História que Queria Nascer” nasceu assim: entre imaginação, palavras, personagens e aquela vontade que uma história tem de ser contada.

Hoje ela deixa o caderno e ganha voz, imagem e movimento.


Depois me conte uma coisa:

Você acredita que algumas histórias escolhem quem vai escrevê-las?

✍️ Helena Bernardes
Criadora da Vovó Onça
Histórias que a Vida Conta



quinta-feira, 3 de setembro de 2026

Fui Procurar o Sol



Às vezes, a luz que procuramos não está no céu

Tem dias em que acordo e o sol está lá.

Entra pela janela, atravessa a varanda, bate nas plantas, ilumina a casa inteira.

E, mesmo assim, parece que falta claridade.

Talvez porque existam manhãs em que não é o céu que está nublado. É a gente.

Foi pensando nisso que me veio uma frase:

Fui procurar o sol.

Gostei dela antes mesmo de saber exatamente o que faria com ela.

Porque procurar o sol não significa necessariamente sair caminhando atrás de um amanhecer bonito.

Pode ser procurar uma conversa.

Abrir um caderno antigo.

Ouvir uma música.

Sentar perto de uma árvore.

Fotografar uma estrada.

Tomar café sem pressa.

Pode ser até desligar um pouco o barulho do mundo para descobrir se ainda conseguimos ouvir a nossa própria voz.

Passei boa parte da vida andando.

Andei por estradas de Goiás, conheci cidades, pessoas, histórias, matas, rios e nascentes. Muitas vezes carreguei uma câmera comigo. Talvez porque fotografar sempre tenha sido, para mim, uma maneira de dizer:

— Espere. Isso merece ser guardado.

Com o tempo descobri que fazemos a mesma coisa com algumas lembranças.

Guardamos luz.

Uma tarde com os filhos.

Uma risada dos netos.

Uma história contada por alguém que já não está aqui.

Um cheiro de terra molhada.

Uma árvore que encontramos novamente muitos anos depois.

Uma palavra escrita num caderno em 1998.

Pequenos sóis.

Talvez por isso, aos 68 anos, eu continue procurando.

Não porque tenha perdido a luz.

Mas porque aprendi que ela muda de lugar.

Houve um tempo em que meu sol estava nos filhos pequenos.

Depois esteve no trabalho, nas estradas, nos estudos, nas fotografias.

Hoje ele aparece também nos meus cadernos, nas histórias que escrevo, nos personagens que invento, numa música criada numa manhã qualquer e nas perguntas inesperadas de uma criança.

Outro dia, JPzinho me perguntou:

— Vovó, a gente planta água?

E fiquei pensando que talvez a vida inteira seja um pouco disso.

A gente planta aquilo que espera encontrar amanhã.

Planta árvores para que alguém encontre sombra.

Protege uma nascente para que alguém encontre água.

Conta histórias para que alguém encontre memória.

Escreve para que alguma palavra sobreviva à nossa passagem.

E espalha afeto na esperança de que, em algum momento, ele volte em forma de luz.

Foi assim que nasceu “Fui Procurar o Sol”.

Mas depois que a canção ficou pronta, percebi uma coisa que não estava nos meus planos.

Eu tinha saído procurando o sol lá adiante, no fim da estrada.

E ele estava espalhado pelo caminho inteiro.

Talvez seja sempre assim.

A gente passa tanto tempo olhando para o horizonte que quase não percebe as pequenas claridades que caminham ao nosso lado.

Hoje, se alguém me perguntar onde fica o sol que fui procurar, provavelmente vou responder:

Não sei.

Mas encontrei muitos pelo caminho.

E acho que ainda não terminei a procura.

✍️ Helena Bernardes
02 setembro 2026

Raízes da Minha Escrita

15 DE SETEMBRO | DIA INTERNACIONAL DA DEMOCRACIA