domingo, 6 de setembro de 2026

🐂 Hoje é Dia do Carreiro de Boi em Goiás


Para muita gente, é uma data no calendário. Para mim, é uma história que vem de longe.

O carro de boi atravessa as memórias da minha família, as estradas de Mairipotaba e a fé dos que seguiam em romaria ao Divino Pai Eterno, em Trindade.

Meu avô, Antônio Anazário da Costa, o  Benzedor, fez parte dessa história. Minha irmã Mariana acompanhou os carreiros durante 25 anos. E, em 2014, caminhei ao lado dela pelas estradas poeirentas, levando minha câmera e registrando a rotina, a fé e o som inesquecível dos carros de boi.

Hoje, no Dia do Carreiro de Boi, resolvi abrir essa gaveta da memória.

Na minha página MEMÓRIAS, vocês encontrarão essa história e também meus registros antigos das Estradas da Fé, com vídeos que ficaram guardados durante todos esses anos — inclusive uma homenagem especial à minha irmã Mariana.

Porque algumas histórias não podem ficar apenas na lembrança.

Precisam ser contadas para continuarem caminhando.

📜 Conheça a página MEMÓRIAS:

🎵 Ouça também: O Canto do Carro de Boi 

Uma música autoral de Helena Bernardes, inspirada na tradição dos carreiros, na fé e na memória das estradas de Goiás.

Helena Bernardes

06 setembro 2026


sábado, 5 de setembro de 2026

Amazônia — uma canção para a floresta que respira

Hoje, 5 de setembro, escolhi não escrever apenas sobre a Amazônia.

Escolhi cantá-la.



A canção Amazônia nasceu de imagens que há muito habitam minhas escritas: o rio correndo entre as folhas, a chuva chegando, os frutos seguindo suas estações, as pegadas de uma onça sobre a terra.

E nasceu também de uma certeza: a floresta não existe sozinha.

Existem pessoas que cuidam, pesquisam, ensinam, protegem os rios e os animais e preservam conhecimentos que atravessam gerações.

Ao transformar a letra em um clipe, fui construindo essa Amazônia quadro a quadro. Vi a onça beber água, atravessar o rio, desaparecer entre as árvores. Vi a chuva cair sobre as folhas e o rio seguir seu caminho até encontrar o mar.

No fim, percebi que o vídeo dizia exatamente aquilo que eu desejava guardar:

“Cuidar de ti é cuidar da vida, é permitir que a vida possa continuar.”

Que esta canção atravesse um pouquinho da imensidão que a inspirou.

E que as onças continuem seus caminhos.
Que os rios encontrem sempre o mar. 🌿🐆💧

Créditos: Amazônia — letra e concepção de Helena Bernardes; música, produção e voz sintética com Suno AI; imagens e composição visual de Helena Bernardes com apoio de IA — OpenAI/ChatGPT; edição de Helena Bernardes.

✍️ Helena Bernardes
Histórias que a Vida Conta 

5 de setembro de 2026

Amazônia — vida que inspira 🌿🐆

5 de setembro — Dia da Amazônia

 5 de Setembro - Dia da Amazônia 

Hoje escolhi celebrar a Amazônia com aquilo que mais gosto de fazer: contar histórias.


Desta vez, a história nasceu com um vídeo da Vovó Onça. 

A Amazônia não é apenas uma paisagem distante para admirarmos. É água, floresta, biodiversidade, conhecimento, memória e futuro. Cuidar dela significa compreender que cada forma de vida participa de uma história muito maior do que nós.

Este vídeo foi construído quadro a quadro utilizando ferramentas de inteligência artificial como apoio ao processo criativo.

Que este recadinho da Vovó Onça  seja também um convite: escutar a floresta e lembrar que cuidar da Amazônia é cuidar da vida.

Créditos 
🎨 Imagens e composição visual: Helena Bernardes com apoio de IA —
OpenAI/ChatGPT
🎬 Edição: Helena Bernardes
🐆 Projeto: Vovó Onça — Histórias que a Vida Conta 

sexta-feira, 4 de setembro de 2026

A História que Queria Nascer



Há histórias que a gente inventa.

E há outras que parecem ficar esperando, quietinhas, até encontrarem uma porta aberta para chegar ao mundo.

“A História que Queria Nascer” nasceu assim: entre imaginação, palavras, personagens e aquela vontade que uma história tem de ser contada.

Hoje ela deixa o caderno e ganha voz, imagem e movimento.


Depois me conte uma coisa:

Você acredita que algumas histórias escolhem quem vai escrevê-las?

✍️ Helena Bernardes
Criadora da Vovó Onça
Histórias que a Vida Conta



quinta-feira, 3 de setembro de 2026

Fui Procurar o Sol



Às vezes, a luz que procuramos não está no céu

Tem dias em que acordo e o sol está lá.

Entra pela janela, atravessa a varanda, bate nas plantas, ilumina a casa inteira.

E, mesmo assim, parece que falta claridade.

Talvez porque existam manhãs em que não é o céu que está nublado. É a gente.

Foi pensando nisso que me veio uma frase:

Fui procurar o sol.

Gostei dela antes mesmo de saber exatamente o que faria com ela.

Porque procurar o sol não significa necessariamente sair caminhando atrás de um amanhecer bonito.

Pode ser procurar uma conversa.

Abrir um caderno antigo.

Ouvir uma música.

Sentar perto de uma árvore.

Fotografar uma estrada.

Tomar café sem pressa.

Pode ser até desligar um pouco o barulho do mundo para descobrir se ainda conseguimos ouvir a nossa própria voz.

Passei boa parte da vida andando.

Andei por estradas de Goiás, conheci cidades, pessoas, histórias, matas, rios e nascentes. Muitas vezes carreguei uma câmera comigo. Talvez porque fotografar sempre tenha sido, para mim, uma maneira de dizer:

— Espere. Isso merece ser guardado.

Com o tempo descobri que fazemos a mesma coisa com algumas lembranças.

Guardamos luz.

Uma tarde com os filhos.

Uma risada dos netos.

Uma história contada por alguém que já não está aqui.

Um cheiro de terra molhada.

Uma árvore que encontramos novamente muitos anos depois.

Uma palavra escrita num caderno em 1998.

Pequenos sóis.

Talvez por isso, aos 68 anos, eu continue procurando.

Não porque tenha perdido a luz.

Mas porque aprendi que ela muda de lugar.

Houve um tempo em que meu sol estava nos filhos pequenos.

Depois esteve no trabalho, nas estradas, nos estudos, nas fotografias.

Hoje ele aparece também nos meus cadernos, nas histórias que escrevo, nos personagens que invento, numa música criada numa manhã qualquer e nas perguntas inesperadas de uma criança.

Outro dia, JPzinho me perguntou:

— Vovó, a gente planta água?

E fiquei pensando que talvez a vida inteira seja um pouco disso.

A gente planta aquilo que espera encontrar amanhã.

Planta árvores para que alguém encontre sombra.

Protege uma nascente para que alguém encontre água.

Conta histórias para que alguém encontre memória.

Escreve para que alguma palavra sobreviva à nossa passagem.

E espalha afeto na esperança de que, em algum momento, ele volte em forma de luz.

Foi assim que nasceu “Fui Procurar o Sol”.

Mas depois que a canção ficou pronta, percebi uma coisa que não estava nos meus planos.

Eu tinha saído procurando o sol lá adiante, no fim da estrada.

E ele estava espalhado pelo caminho inteiro.

Talvez seja sempre assim.

A gente passa tanto tempo olhando para o horizonte que quase não percebe as pequenas claridades que caminham ao nosso lado.

Hoje, se alguém me perguntar onde fica o sol que fui procurar, provavelmente vou responder:

Não sei.

Mas encontrei muitos pelo caminho.

E acho que ainda não terminei a procura.

✍️ Helena Bernardes
02 setembro 2026

quarta-feira, 2 de setembro de 2026

Quando a inteligência artificial entra numa feira de livros

O que muda na literatura quando uma nova ferramenta se senta à mesa do escritor?

Durante muito tempo, escrever teve seus objetos quase sagrados.

Papel.
Lápis.
Caneta.

Depois veio a máquina de escrever, com aquele barulho que parecia anunciar cada frase ao mundo.

Vieram o computador, a internet, o celular.

E a literatura sobreviveu a todos eles.

Mais do que isso: apropriou-se deles
Agora chegou outra convidada.

A inteligência artificial.

E desta vez ela não ficou do lado de fora da porta.

A II Feira Literária de Goiás  FLIG 2026, realizada de 1º a 3 de setembro no Centro Cultural Martim Cererê, em Goiânia, colocou literatura, formação de leitores, literatura infantil, mundo digital e inteligência artificial dentro da mesma programação. A feira é promovida pelo Instituto Federal Goiano em parceria com instituições públicas de ensino e cultura. 

Achei isso especialmente simbólico.

Porque uma feira literária é justamente o território da palavra.

É onde escritores encontram leitores, livros encontram novas mãos e ideias antigas encontram novas interpretações.

E agora a inteligência artificial também entrou nessa conversa.

No dia 3, a programação traz a mesa “Literatura e mundo digital” e, em seguida, a palestra “Literatura e autoria em tempos de IA”, que pretende discutir desafios e possibilidades da inteligência artificial para a criação literária. 


Talvez a pergunta mais óbvia seja:

A inteligência artificial vai substituir o escritor?

Eu prefiro outra.

O que continuaremos chamando de autoria quando uma máquina puder nos ajudar a escrever?

Porque ferramenta e autor nunca foram a mesma coisa.

Uma caneta não escreveu um poema sozinha.

Uma máquina de escrever não inventou um personagem.

O corretor ortográfico não sentiu saudade.

O computador não teve infância.

E a inteligência artificial, por mais extraordinária que seja sua capacidade de trabalhar com palavras, também não viveu aquilo que o escritor viveu.

Ela não conhece o cheiro da casa onde crescemos.

Não teve uma mãe contando histórias.

Não guardou cadernos durante décadas.

Não viu uma nascente desaparecer.

Não sentiu vontade de transformar uma lembrança em personagem para que ela não morresse.

A experiência continua sendo humana.

Mas seria igualmente simplista fingir que nada mudou.

Mudou.

E muito.

Hoje um escritor pode conversar com uma ferramenta sobre estrutura, pesquisar caminhos, organizar ideias, revisar um texto, testar títulos e descobrir perguntas que talvez ainda não tivesse formulado.

Isso exige uma responsabilidade nova.

Não apenas saber escrever.

Mas saber o que pertence à nossa voz e o que estamos entregando à ferramenta.

Talvez o desafio dos escritores deste tempo não seja escolher entre o caderno e a inteligência artificial.

Talvez seja aprender a atravessar os dois mundos sem perder aquilo que nenhuma tecnologia deveria nos tomar:

a memória,

a imaginação,

a experiência,

a dúvida,

o espanto,

e aquela voz particular que faz alguém ler uma página e reconhecer:

“Isto foi escrito por essa pessoa.”

Por isso acho tão significativo ver uma feira literária colocando a questão sobre a mesa em vez de escondê-la.

Literatura sempre conversou com seu tempo.

Seria estranho se agora resolvesse fechar a janela.

A inteligência artificial entrou na feira do livro.

Que entre.

Que seja estudada.

Questionada.

Experimentada.

Criticada quando necessário.

Usada quando fizer sentido.

Mas que permaneça no lugar de ferramenta.

Porque, no fim, talvez a pergunta decisiva não seja se uma máquina consegue escrever.

A pergunta é outra:

Depois de tantas ferramentas novas, ainda teremos alguma coisa verdadeiramente nossa para contar?

Eu espero que sim.

Aliás, acredito que justamente por existirem tantas máquinas capazes de produzir palavras, ter alguma coisa verdadeira para dizer talvez se torne ainda mais precioso.

✍️ Helena Bernardes

Referência:

A programação oficial da FLIG confirma que a II Feira Literária de Goiás acontece de 1º a 3 de setembro de 2026, no Centro Cultural Martim Cererê, em Goiânia, com entrada gratuita. Amanhã, dia 3, estão previstas “Literatura e mundo digital”, das 15h30 às 16h30, e “Literatura e autoria em tempos de IA”, das 16h às 17h. 

E tem uma coincidência interessante: hoje à noite, na UFG, também haverá a roda “Escrita e Literatura em Tempos de IAs”, às 19h, dentro do Festival Flore-Ser. Ou seja, Goiânia está discutindo exatamente agora a relação entre escritores e IA em dois eventos diferentes. Isso, por si só, já daria outra crônica. 

terça-feira, 1 de setembro de 2026

Cartas Não Escritas | Helena Bernardes


Agora também em canção

Há sentimentos que viram palavras.
Há palavras que viram cartas.
E há cartas que nunca chegam ao destino.

“Cartas Não Escritas” nasceu dos meus cadernos, das madrugadas de escrita e dessas palavras que tantas vezes ficam guardadas entre o papel e o coração.

Agora elas ganharam música e imagens. ✍️🎶

A letra é de Helena Bernardes, e a música foi criada com o auxílio do Suno AI.

Assista ao vídeo completo no YouTube:


E depois volte aqui para me contar: você já escreveu uma carta que nunca teve coragem de entregar? Há palavras que escrevemos e entregamos.

Outras ficam guardadas em cadernos, cartas, lembranças e silêncios.

“Cartas Não Escritas” nasceu desse lugar: das palavras caladas, dos sentimentos guardados e daquilo que, muitas vezes, o coração consegue dizer melhor quando encontra papel e caneta.

Neste vídeo, quis voltar ao ambiente dos meus antigos cadernos: a escrita à mão, a caneta Bic azul, a madrugada silenciosa e aquela intimidade que existe entre quem escreve e uma página ainda em branco.

Créditos:

✍️ Letra: Helena Bernardes
🎵 Música criada com auxílio do Suno AI

🎬 Concepção e criação visual: Helena Bernardes, com auxílio de inteligência artificial

Se esta canção trouxe alguma lembrança, conte nos comentários:
você também guarda alguma carta que nunca escreveu — ou que escreveu e nunca entregou?

Raízes da Minha Escrita

🐂 Hoje é Dia do Carreiro de Boi em Goiás

Para muita gente, é uma data no calendário. Para mim, é uma história que vem de longe. O carro de boi atravessa as memórias da minha família...