Meus rabiscos Noturnos

Imaginar a vida sem amor é namoro sem avanços, rede sem doce balanço, fazer sexo sem vontade e viver pela metade!



domingo, 1 de fevereiro de 2026

O Homem que não era ele (Parte Final)

O corpo foi o primeiro a lembrar.

Antes da memória organizada, antes das palavras certas, antes da confiança, foi o corpo que respondeu. Um convite simples. Um campo conhecido. Gente que não exigia explicação. Apenas presença.

Ele foi. Sem expectativa. Sem promessa.

O gramado tinha o mesmo cheiro de antes. A mesma irregularidade sob os pés. O corpo reconheceu o espaço antes que a cabeça tivesse tempo de duvidar. O aquecimento veio automático. O gesto antigo reapareceu sem esforço. Correr ainda fazia sentido.

Não era competição. Não havia placar. Não havia cobrança. Era apenas movimento. Amigos antigos. Risadas curtas. O filho por perto, observando sem saber exatamente o que procurar.

Ali, ele não era advogado.
Não era paciente.
Não era diagnóstico.

Era só alguém ocupando o próprio corpo outra vez.

Voltou outras vezes. Sempre com cuidado. Sempre respeitando limites que antes não existiam. O cansaço vinha mais rápido. A concentração falhava. Mas o pertencimento permanecia.

Foi nesse espaço que decidiram fazer algo por ele. Não como prêmio. Como reconhecimento. Uma homenagem simples, pensada mais como gesto do que como espetáculo.

No dia marcado, ele chegou sem saber exatamente o que ia acontecer. O campo estava cheio. Pessoas que ele conhecia de diferentes fases da vida. Outras que conheciam apenas parte da história.

O telão foi ligado.

O nome apareceu primeiro. Depois imagens. Palavras escolhidas com cuidado. Não falaram da queda. Não falaram da doença. Falaram do homem. Do que tinha sido. Do que ainda era.

Ele assistiu em silêncio. Não chorou. Não sorriu demais. Apenas ficou ali, absorvendo algo que não sabia se merecia, mas que precisava receber.

Ser visto daquele jeito devolveu alguma coisa que ele não sabia que tinha perdido.

Não resolveu nada.
Mas sustentou.

Depois disso, a vida seguiu no mesmo ritmo possível. Trabalho simples. Dias repetidos. Filhos mais próximos. Conversas sem urgência. A memória continuava irregular. Algumas falhas nunca se corrigiram.

Foi então que ela apareceu.

A enfermeira não entrou como promessa. Entrou como espelho. Conversaram sem pressa. Descobriram, em algum momento, o ponto em comum. O mesmo tipo de tumor. O mesmo lugar da cabeça. As mesmas dificuldades.

Não precisaram explicar muito. O reconhecimento foi imediato.

Ela entendia os esquecimentos. Ele entendia os silêncios. Não havia heroísmo ali. Havia convivência.

Dois corpos remendados.
Duas histórias fora do roteiro.

Ele não voltou a ser quem foi.
Mas deixou de tentar.

Aprendeu a viver como quem caminha em terreno irregular: atento, devagar, presente. Algumas memórias voltavam. Outras ficavam para sempre ausentes. A identidade já não cabia em um título profissional ou em um passado de sucesso.

Era outra coisa agora.

Um homem possível.
Ele acorda cedo. Não por hábito antigo, mas porque o corpo pede. A casa ainda está quieta. A luz entra baixa, sem pressa, desenhando sombras que ele não tenta mais decifrar.

Prepara o café com cuidado excessivo. Mede a água. Espera ferver. Às vezes esquece se já colocou o pó. Confere. Recomeça. Não se irrita.

Sentado à mesa, observa as próprias mãos. Reconhece nelas algo que não depende da memória. Estão ali. Funcionam. Sustentam.

Do lado de fora, o dia acontece como sempre aconteceu. Pessoas passam. Um ônibus freia. Um cachorro late. Nada anuncia importância. Nada exige resposta.

Ele pensa nos filhos. Não em culpa. Não em ausência. Pensa neles como quem aceita continuidade. Eles existem. Ele existe para eles, do jeito que consegue.

Levanta. Veste o casaco pendurado atrás da porta. O mesmo de sempre. Ajusta a gola sem olhar no espelho. Não precisa confirmar quem é.

Antes de sair, para por um instante. A mão na maçaneta. Um segundo coincidente com nada. Não lembra exatamente do que esqueceu. Também não procura.

Abre a porta.

O mundo não devolveu o que tirou.
Mas deixou espaço suficiente para ficar.

Ele atravessa.

Helena Bernardes
Histórias que a Vida Conta 
Janeiro 2026

O homem que não era ele (Parte II)


O hospital tinha um cheiro que ele não soube nomear. Não era dor. Não era medo. Era uma suspensão estranha, como se o tempo tivesse sido colocado em espera. Pessoas falavam perto dele, mas as palavras chegavam quebradas, sem ordem.

O irmão foi o primeiro rosto reconhecível. Não pelo nome, que demorou a vir, mas pelo jeito de estar ali. Havia preocupação sem pânico. Um cuidado contido. Como quem já pressente que algo grande vai ser dito.

Os exames começaram a organizar o que antes era ruído. Máquinas, imagens, linhas claras demais para quem sempre viveu no território das certezas abstratas. Pela primeira vez, a resposta não veio em forma de rótulo comportamental. Veio em forma de imagem.

Havia algo ocupando espaço onde não deveria estar.

A palavra foi dita com cautela, como se o tom pudesse diminuir o impacto. Tumor. Curto. Exato. Sem adjetivos. A explicação veio depois, mas a palavra já tinha feito o trabalho principal: reorganizar tudo o que tinha acontecido antes.

Nada do que ele foi nos últimos tempos era exatamente ele.

A agressividade. A confusão. O descontrole. A distância dos filhos. A separação. Os erros repetidos. A sensação de estar fora do próprio eixo. Tudo passou a fazer um sentido que não trazia alívio. Apenas clareza tardia.

Não houve choro imediato. Houve silêncio. Um silêncio denso, pesado, que parecia exigir tempo para ser atravessado. Culpa não encontrou endereço fixo. Não havia um responsável único. Apenas uma sucessão de decisões incompletas.

A cirurgia foi marcada. O risco foi explicado. As possibilidades também. Ele ouviu como quem já não tinha escolha. O corpo que sempre respondeu agora exigia permissão para continuar.

Depois da cirurgia, veio o estranho alívio de estar vivo misturado à sensação de não estar inteiro. A memória começou a falhar de maneiras imprevisíveis. Algumas lembranças voltavam nítidas demais. Outras não voltavam de jeito nenhum.

O trabalho ficou distante. Não por falta de vontade, mas por impossibilidade prática. As palavras jurídicas, antes organizadas em sequência lógica, se embaralhavam. 
Testes eram feitos. Entrevistas. Tentativas. Nenhuma se sustentava.

O homem que tinha sido referência agora precisava reaprender gestos simples. Organizar o dia. Lembrar compromissos. Aceitar limites que não escolheu.

Foi assim que chegou ao trabalho mais próximo de casa. A escola. O turno curto. A função simples. Limpar. Organizar. Repetir. Não havia vergonha nisso. Havia sobrevivência.

Ele fazia o que podia fazer.

Os filhos demoraram a voltar. Quando voltaram, foi aos poucos. Primeiro mensagens. Depois encontros curtos. Depois silêncio compartilhado. Não houve pedido formal de perdão. Houve compreensão. Tardia, mas real.

Eles começaram a entender que o pai agressivo não era o pai. Era a doença falando através dele. Esse entendimento não apagava o passado, mas permitia algum tipo de aproximação possível.

A vida não se recompôs. Ela se rearranjou.

sábado, 31 de janeiro de 2026

O Homem que não era ele (Parte I)

Imagem: Helena Bernardes 

O HOMEM QUE NÃO ERA ELE 

Novela Literária 
Autora: Helena Bernardes 

Esta obra é inspirada em relatos reais. Nomes, lugares e detalhes foram alterados para preservar identidades e respeitar histórias pessoais.

Texto © Helena Bernardes
Todos os direitos reservados.

É proibida a reprodução total ou parcial desta obra, por qualquer meio ou forma, sem autorização da autora.

Brasil
2026

Ele sempre acreditou que a vida obedecia a uma ordem.
Estudo, trabalho, esforço, resultado.
Nada vinha por acaso. Tudo tinha causa.

Era um homem respeitado. Não apenas pelo que fazia, mas pelo modo como ocupava os lugares. Entrava em uma sala e sabia onde sentar. Falava pouco. O suficiente. Havia aprendido cedo que controle era uma forma de segurança.

O corpo ajudava. Forte, treinado, acostumado a disciplina. Durante anos, o movimento foi linguagem. O campo, o ritmo, a regra clara: correr, avançar, proteger, vencer. O corpo obedecia. A cabeça também.

Construiu uma vida que, vista de fora, parecia completa. Trabalho sólido. Reconhecimento. Dinheiro guardado sem alarde. Uma família que funcionava como um acordo silencioso: cada um cumpria o seu papel.

Ele gostava dessa previsibilidade.
Gostava de saber quem era.

Não havia sinais claros de que algo estivesse fora do lugar. Nenhuma dor que exigisse atenção. Nenhum colapso visível. Apenas pequenas mudanças que, no início, pareciam cansaço. Irritação. Pressão acumulada. Coisas normais para um homem que carregava responsabilidades.

Aos poucos, o tom de voz mudou.
Depois, o olhar.
Depois, o silêncio excessivo ou a palavra dura demais.

Nada que justificasse alarme. Pelo menos não naquele momento.

As pessoas ao redor começaram a se adaptar. Caminhar em volta. Diminuir perguntas. Atribuir nomes fáceis ao que não compreendiam. 
Temperamento difícil. Estresse. Problema de humor.

Ele próprio passou a desconfiar menos de si do que dos outros. Afinal, ainda era o mesmo homem. Pelo menos era o que acreditava.

Não sabia, ninguém sabia, que a ordem já tinha sido quebrada por dentro.
Que algo crescia em silêncio, ocupando espaço onde antes havia memória, controle e equilíbrio.

A vida seguia.
E ele seguia junto.
Sem saber que já estava começando a se perder.

A convivência começou a se estreitar sem que ninguém percebesse quando isso aconteceu. Não houve um dia específico, nem uma frase definitiva. Apenas um ajuste contínuo, quase imperceptível, como quem fecha uma porta para evitar o vento.

Ele passou a reagir com impaciência a coisas pequenas. Um copo fora do lugar. Um comentário atravessado. Um atraso mínimo. As respostas vinham mais rápidas do que ele pretendia. Depois vinham o arrependimento e a sensação estranha de não reconhecer totalmente o que tinha acabado de dizer.

Em casa, o ambiente mudou primeiro. O espaço ficou menor. As conversas ficaram curtas. O cuidado passou a ser calculado. As pessoas falavam com ele medindo o tom, escolhendo horários, evitando certos assuntos.

Não era medo declarado. Era prudência.

Os filhos começaram a se afastar sem nomear o motivo. Não sabiam explicar o que sentiam. Apenas sabiam que algo ali não estava seguro como antes. Ele percebeu a distância, mas interpretou como fase, idade, ingratidão. Era mais fácil pensar assim.

A mulher tentou, por algum tempo, sustentar a rotina. Organizar horários. Criar regras. Sugerir descanso. Procurar ajuda. As consultas vieram carregadas de palavras prontas. Transtorno. Instabilidade. Bipolaridade. Ansiedade. Depressão.

Os nomes se acumulavam.
Os remédios também.

Ninguém perguntou pela cabeça.
Ninguém pediu imagens.
Ninguém suspeitou do silêncio físico que crescia onde deveria haver dor.

Ele tomou os comprimidos como quem cumpre uma sentença sem entender o crime. Algumas coisas melhoraram por alguns dias. Outras pioraram. A agressividade apareceu com mais força. Não era violência contínua, mas era imprevisível. Isso cansava mais do que um conflito aberto.

A separação veio como consequência, não como decisão. Quando aconteceu, parecia já ter sido tomada havia muito tempo. A casa esvaziou. O acordo silencioso que sustentava a família deixou de existir.

Ele ficou só sem compreender exatamente quando tinha perdido tudo.

Ainda assim, continuava trabalhando. Funcionando. Entregando resultados. O mundo de fora não via rachaduras. O mundo de dentro já estava comprometido.

Às vezes, ele parava no meio de um pensamento e precisava refazer o caminho. Esquecia compromissos simples. Repetia perguntas. Dizia que era cansaço. Ninguém discordava. Era mais confortável concordar.

O dia do colapso não anunciou nada. Começou como qualquer outro. Um deslocamento comum. Um estacionamento. O corpo falhou antes que a mente pudesse explicar.

Ele caiu.

Foi levado ao hospital sem memória imediata do que tinha acontecido. Chamaram a família. Chamaram o irmão. Chamaram nomes que já não sabiam mais como se encaixar naquela história.

Só então alguém olhou para a cabeça.
E o erro apareceu inteiro.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Quando a floresta vira leitura

Dois livros nasceram do mesmo silêncio e da mesma escuta.

Um fala do tempo.
O outro, da floresta que vive dentro de nós.

Se você caminha com cuidado, talvez eles caminhem com você.



Amanhecer

O dia não bateu à porta.
Ele cantou.

Acordei com o bem-te-vi na janela, voz firme, repetida,
como quem sabe exatamente
a hora de chamar o mundo de volta.

Não estava sozinho.
Das árvores do jardim veio um coral inteiro, pássaros conversando entre si,
afinados no mesmo instante,
me dando bom dia
sem precisar de palavra humana.

Fiquei quieta.
Aprendi faz tempo que certos despertares pedem escuta antes de resposta.

A manhã se anunciou assim:
com canto, com folha mexendo devagar, com a certeza simples de que a vida continua mesmo quando a gente dorme.

O bem-te-vi insistiu.
Não por urgência.
Por constância.

Levantei agradecendo.
Há dias que começam com café.
Outros começam com bênção.

Hoje foi assim.

Helena Bernardes
Histórias que a vida conta
Amanhecer, 27 janeiro 2026 

Hoje


Hoje não aconteceu nada extraordinário.
E isso já foi muito.

O dia passou com seus ruídos comuns, seus pequenos atrasos, suas tarefas que parecem repetir mas nunca são iguais.

Escrevo porque aprendi que o hoje não se guarda sozinho.

Se a gente não anota, ele escapa pelas frestas como água em mão aberta.

Hoje houve pensamento solto,
um olhar demorado, uma vontade de ficar quieta sem precisar explicar.

A vida não fez discurso.
Só passou.
E eu, que já aprendi a escutar,
anotei.

Helena Bernardes
Histórias que a vida conta
Hoje

Quando a Luz Atravessa a Mata

Não era fogo.
Era memória derretida.

As velas haviam cumprido o que sabiam fazer:
queimar pedidos,
sustentar silêncios,
abrir caminho.

Da cera escorrida nasceu um arco, não de pedra, não de ferro, mas de fé cansada que não desistiu.

Dentro dele, a luz não feria os olhos.
Ela acolhia.

A presença não se mostrava inteira..Era contorno, sombra viva, movimento antigo entre folhas.

O arco e a flecha não apontavam para fora.
Apontavam para dentro.

Oxóssi não atravessa portais à toa. Ele vem quando a mata é respeitada, quando o pedido é justo e quando o coração aprende a esperar.

O lago, ao longe, guardava o reflexo. A lua vigiava.
Três estrelas alinhadas lembravam que há mistérios que caminham juntos
e não precisam de nome alto.

Nada ali era nítido.
Porque o sagrado não grita.
Ele se revela em névoa,
em luz difusa, em presença que passa e deixa o mundo mais inteiro.

Quem viu, sentiu.
Quem sentiu, entendeu.

Histórias que a vida conta
Helena Bernardes 
Mês de Oxossi 

Ontem


Ontem foi dia de organizar.
Não a casa apenas — o mundo.

As linhas de crochê pediam ordem:
cores conversando entre si,
novelos desatando antigos nós, paciência em forma de fio.

Depois vieram as pastas de documentos.
Papéis que contam quem fui,
quem sou, e o que ainda preciso guardar para não esquecer de mim.

As gavetas se abriram como confidências.
Algumas guardavam excessos, outras só silêncio.

Tudo precisou de lugar,
até o que já não servia.

Livros voltaram às estantes
com aquele peso bom de quem espera.
Cadernos de anotações se deixaram folhear, lembrando que muita coisa foi pensada
antes de ser escrita.

Não foi um dia barulhento.
Foi um dia necessário.

Organizar o que é meu
sempre foi meu jeito de acalmar o mundo.

Quando tudo encontra seu lugar, eu também encontro o meu.

Helena Bernardes
Histórias que a vida conta
Ontem

Helena Bernardes "Palavras em Todos os Cantos"

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sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Voltei para contar

 O dia em que voltei a contarHouve um tempo em que o silêncio ocupou esta casa.


Não por falta de histórias — a vida nunca economiza —mas por excesso delas.


Algumas a gente escreve. Outras a gente atravessa.


Este espaço ficou quieto enquanto eu aprendia a escutar de novo.


Escutar o passo lento, o pensamento que amadurece,a dor que não pede legendae a alegria que não precisa anunciar chegada.


Volto agora sem pressa e sem plano grandioso.Volto porque escrever sempre foi o meu jeito de ficar.


Ficar atenta. Ficar inteira. Ficar humana.

As histórias continuam as mesmas:gente comum, dias tortos, pequenos milagres,a natureza ensinando sem palavra e o tempo, esse professor que não repete a lição.


Não prometo textos perfeitos.Prometo presença. 

A partir de hoje, este espaço volta a respirar todos os dias. Com crônicas curtas ou longas, com memória, observação e verdade —do jeito que a vida conta quando ninguém interrompe.

Se você chegou agora, seja bem-vindo. Se nunca saiu, obrigada por esperar.

Eu voltei.

E a vida, como sempre, continua contando.




Helena Bernardes

Histórias que a vida conta

Janeiro de 2026

terça-feira, 11 de novembro de 2025

Quem é Vovó Onça?

 Quem é Vovó Onça?

Edições COP30 — 11 de novembro de 2025

Vovó Onça é uma personagem literária criada pela escritora goiana Helena Bernardes, reconhecida por sua produção voltada à educação ambiental, espiritualidade e preservação dos biomas brasileiros.

 Hoje, Vovó Onça atua como símbolo oficial das mensagens ecológicas da autora e como porta-voz de temas fundamentais no debate contemporâneo sobre clima, biodiversidade e futuro das gerações.

Retratada como uma onça-pintada idosa, de pelagem dourada e manchas suaves, óculos redondos e olhar sereno, Vovó Onça representa a sabedoria dos povos tradicionais, a força das matriarcas da floresta e o papel ancestral de quem cuida antes de ensinar. Ela comunica valores como respeito à Terra, defesa dos animais, proteção da água e consciência coletiva.

Seu universo literário envolve a língua Nauré, um idioma poético criado pela autora para expressar a conexão espiritual entre seres humanos e a natureza. 
Nos livros, Vovó Onça escreve, observa, aconselha e registra os movimentos da Terra como se traduzisse, para nós, aquilo que a floresta tenta dizer.

Na COP30, Vovó Onça se apresenta como figura de inspiração e alerta. Sua presença representa os seres que não podem estar fisicamente nos debates: os animais silenciados, as árvores esquecidas, os rios adoecidos e as comunidades que dependem diretamente da saúde dos ecossistemas. Ela amplia o alcance da mensagem ambiental de forma sensível, acessível e profundamente simbólica.

Para escolas, Vovó Onça é usada como ferramenta pedagógica encantadora: aproxima as crianças da ecologia, estimula o cuidado com o planeta e apresenta a preservação ambiental como ato cotidiano, cultural e afetivo. Para adultos, ela se torna ponte entre tradição e futuro, lembrando que proteger a natureza é uma responsabilidade compartilhada.

Hoje, sua imagem se fortalece como ícone literário e ambiental brasileiro, conectando poesia, educação e ativismo ambiental com uma linguagem única, doce e contundente.

Vovó Onça é, acima de tudo, a guardiã das vozes que a Terra ainda sussurra — e que nós precisamos aprender a escutar.

— Helena Bernardes
(com logo HB ao publicar)

domingo, 29 de junho de 2025

Raízes do Tempo

🌿 Raízes da Minha Escrita

Bem-vindos ao meu acervo afetivo. Aqui compartilho textos antigos, simples e verdadeiros, que fizeram parte do meu despertar como escritora. Eles não são perfeitos, mas carregam a essência de quem sou.



Esta página faz parte da seção “Raízes da Minha Escrita” — um espaço para honrar minha trajetória e lembrar que toda palavra tem um tempo de florescer.

Campanha Solidária A Fome Não Pode Esperar


A fome não grita. Mas eu posso gritar por ela.

Com esse pensamento, nasceu a campanha A Fome Não Pode Esperar, um chamado à solidariedade em tempos de dor silenciosa.

Sou Helena Bernardes, escritora, educadora ambiental e autora de projetos literários que unem palavra e ação. Desta vez, minha voz se ergue por aqueles que seguram pratos vazios enquanto o mundo desvia os olhos.

🎯 O objetivo

Esta campanha tem como foco arrecadar doações para apoiar crianças em situação extrema de fome, especialmente em Gaza, mas também em territórios vulneráveis aqui no Brasil.

🤝 Como doar 

Você pode doar qualquer valor, a partir de R$10.
Cada contribuição se transforma em comida, água, alívio.

✍️ A fome é urgente. E você também pode ser.

Se não puder doar, compartilhe esta página, fale sobre a campanha, publique uma frase, envie uma oração.
Toda ajuda importa.

Gratidão por caminhar comigo nesta causa.

📌 Clique aqui para doar:
👉 https://vakinha.com.br/5586745