O dia em que voltei a contarHouve um tempo em que o silêncio ocupou esta casa.
Não por falta de histórias — a vida nunca economiza —mas por excesso delas.
Algumas a gente escreve. Outras a gente atravessa.
Este espaço ficou quieto enquanto eu aprendia a escutar de novo.
Escutar o passo lento, o pensamento que amadurece,a dor que não pede legendae a alegria que não precisa anunciar chegada.
Volto agora sem pressa e sem plano grandioso.Volto porque escrever sempre foi o meu jeito de ficar.
Ficar atenta. Ficar inteira. Ficar humana.
As histórias continuam as mesmas:gente comum, dias tortos, pequenos milagres,a natureza ensinando sem palavra e o tempo, esse professor que não repete a lição.
Não prometo textos perfeitos.Prometo presença.
A partir de hoje, este espaço volta a respirar todos os dias. Com crônicas curtas ou longas, com memória, observação e verdade —do jeito que a vida conta quando ninguém interrompe.
Se você chegou agora, seja bem-vindo. Se nunca saiu, obrigada por esperar.
Eu voltei.
E a vida, como sempre, continua contando.
Helena Bernardes
Histórias que a vida conta
Janeiro de 2026

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