Meus rabiscos Noturnos

Imaginar a vida sem amor é namoro sem avanços, rede sem doce balanço, fazer sexo sem vontade e viver pela metade!



sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Voltei para contar

 O dia em que voltei a contarHouve um tempo em que o silêncio ocupou esta casa.


Não por falta de histórias — a vida nunca economiza —mas por excesso delas.


Algumas a gente escreve. Outras a gente atravessa.


Este espaço ficou quieto enquanto eu aprendia a escutar de novo.


Escutar o passo lento, o pensamento que amadurece,a dor que não pede legendae a alegria que não precisa anunciar chegada.


Volto agora sem pressa e sem plano grandioso.Volto porque escrever sempre foi o meu jeito de ficar.


Ficar atenta. Ficar inteira. Ficar humana.

As histórias continuam as mesmas:gente comum, dias tortos, pequenos milagres,a natureza ensinando sem palavra e o tempo, esse professor que não repete a lição.


Não prometo textos perfeitos.Prometo presença. 

A partir de hoje, este espaço volta a respirar todos os dias. Com crônicas curtas ou longas, com memória, observação e verdade —do jeito que a vida conta quando ninguém interrompe.

Se você chegou agora, seja bem-vindo. Se nunca saiu, obrigada por esperar.

Eu voltei.

E a vida, como sempre, continua contando.




Helena Bernardes

Histórias que a vida conta

Janeiro de 2026

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