E isso já foi muito.
O dia passou com seus ruídos comuns, seus pequenos atrasos, suas tarefas que parecem repetir mas nunca são iguais.
Escrevo porque aprendi que o hoje não se guarda sozinho.
Se a gente não anota, ele escapa pelas frestas como água em mão aberta.
Hoje houve pensamento solto,
um olhar demorado, uma vontade de ficar quieta sem precisar explicar.
A vida não fez discurso.
Só passou.
E eu, que já aprendi a escutar,
anotei.
Helena Bernardes
Histórias que a vida conta
Hoje
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