segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Helena Bernardes "Palavras em Todos os Cantos"

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sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Voltei para contar

 O dia em que voltei a contarHouve um tempo em que o silêncio ocupou esta casa.


Não por falta de histórias — a vida nunca economiza —mas por excesso delas.


Algumas a gente escreve. Outras a gente atravessa.


Este espaço ficou quieto enquanto eu aprendia a escutar de novo.


Escutar o passo lento, o pensamento que amadurece,a dor que não pede legendae a alegria que não precisa anunciar chegada.


Volto agora sem pressa e sem plano grandioso.Volto porque escrever sempre foi o meu jeito de ficar.


Ficar atenta. Ficar inteira. Ficar humana.

As histórias continuam as mesmas:gente comum, dias tortos, pequenos milagres,a natureza ensinando sem palavra e o tempo, esse professor que não repete a lição.


Não prometo textos perfeitos.Prometo presença. 

A partir de hoje, este espaço volta a respirar todos os dias. Com crônicas curtas ou longas, com memória, observação e verdade —do jeito que a vida conta quando ninguém interrompe.

Se você chegou agora, seja bem-vindo. Se nunca saiu, obrigada por esperar.

Eu voltei.

E a vida, como sempre, continua contando.




Helena Bernardes

Histórias que a vida conta

Janeiro de 2026

terça-feira, 11 de novembro de 2025

Quem é Vovó Onça?

 Quem é Vovó Onça?

Edições COP30 — 11 de novembro de 2025

Vovó Onça é uma personagem literária criada pela escritora goiana Helena Bernardes, reconhecida por sua produção voltada à educação ambiental, espiritualidade e preservação dos biomas brasileiros.

 Hoje, Vovó Onça atua como símbolo oficial das mensagens ecológicas da autora e como porta-voz de temas fundamentais no debate contemporâneo sobre clima, biodiversidade e futuro das gerações.

Retratada como uma onça-pintada idosa, de pelagem dourada e manchas suaves, óculos redondos e olhar sereno, Vovó Onça representa a sabedoria dos povos tradicionais, a força das matriarcas da floresta e o papel ancestral de quem cuida antes de ensinar. Ela comunica valores como respeito à Terra, defesa dos animais, proteção da água e consciência coletiva.

Seu universo literário envolve a língua Nauré, um idioma poético criado pela autora para expressar a conexão espiritual entre seres humanos e a natureza. 
Nos livros, Vovó Onça escreve, observa, aconselha e registra os movimentos da Terra como se traduzisse, para nós, aquilo que a floresta tenta dizer.

Na COP30, Vovó Onça se apresenta como figura de inspiração e alerta. Sua presença representa os seres que não podem estar fisicamente nos debates: os animais silenciados, as árvores esquecidas, os rios adoecidos e as comunidades que dependem diretamente da saúde dos ecossistemas. Ela amplia o alcance da mensagem ambiental de forma sensível, acessível e profundamente simbólica.

Para escolas, Vovó Onça é usada como ferramenta pedagógica encantadora: aproxima as crianças da ecologia, estimula o cuidado com o planeta e apresenta a preservação ambiental como ato cotidiano, cultural e afetivo. Para adultos, ela se torna ponte entre tradição e futuro, lembrando que proteger a natureza é uma responsabilidade compartilhada.

Hoje, sua imagem se fortalece como ícone literário e ambiental brasileiro, conectando poesia, educação e ativismo ambiental com uma linguagem única, doce e contundente.

Vovó Onça é, acima de tudo, a guardiã das vozes que a Terra ainda sussurra — e que nós precisamos aprender a escutar.

— Helena Bernardes
(com logo HB ao publicar)

domingo, 29 de junho de 2025

Raízes do Tempo

🌿 Raízes da Minha Escrita

Bem-vindos ao meu acervo afetivo. Aqui compartilho textos antigos, simples e verdadeiros, que fizeram parte do meu despertar como escritora. Eles não são perfeitos, mas carregam a essência de quem sou.



Esta página faz parte da seção “Raízes da Minha Escrita” — um espaço para honrar minha trajetória e lembrar que toda palavra tem um tempo de florescer.

sábado, 4 de janeiro de 2025

O Invisível que Tudo É


É a luz que desponta no amanhecer,
A brisa que toca sem se perceber.
É o silêncio profundo entre o som,
A força que move o que tudo compõe.

É o mistério que as estrelas guardam,
A dança das folhas que o vento embala.
É o calor que abraça o coração,
O elo invisível em toda criação.

Não tem forma, mas tudo é contido,
Nem princípio, nem fim definido.
Está na semente, no mar, no luar,
E no infinito que se pode imaginar.

É o que une, transforma e faz ser,
A causa que leva o mundo a viver.
Não se vê, mas se sente em amor,
Na vida que pulsa com todo esplendor.

sexta-feira, 13 de outubro de 2023

A primavera chegará











As vezes sou santa


as vezes sou bruxa


vou te mostrar a


magia de amar



Se o frio passar


as flores chegar


você vai sorrir


cantar e bailar



Deitará no ombro


sorrirá com o olhar


dormirá agarradinho


e cansará de beijar



Vou, voar, voar


sobrevoar os céus


e aterrizar no chão


que seus pés pisar



Poetizadora: Helena Bernardes


domingo, 24 de setembro de 2023

Saudade...

 


Senhor, durante minha jornada terrena, já te  devolvi muitos amigos e familiares que amo. Sei que estão bem, te entreguei com a certeza que seriam amorosamente  acolhidos e que,  teriam novas oportunidades e tarefas pra cumprir.  

Quando eu também voltar pra casa,  desejo matar a saudade com um carinhoso abraço, daqueles bem apertadinhos em cada um deles. Obrigada por enviar bondosos amigos espirituais pra  nos fortalecer e consolar,  enquanto ainda estamos por aqui!

Helena Bernardes, madrugada de 24 setembro 2023


Raízes da Minha Escrita

🐂 Hoje é Dia do Carreiro de Boi em Goiás

Para muita gente, é uma data no calendário. Para mim, é uma história que vem de longe. O carro de boi atravessa as memórias da minha família...