quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

RÁDIO TAXI ARAGUAIA NEGA RESPONSABILIDADE EM BATIDAS DE CARROS A TERCEIROS

Este é mais um capítulo de Histórias que a vida conta...e aqui tem muitas!

Aconteceu com a coordenadora do SOS NASCENTES DO RIO PIRACANJUBA  um fato constrangedor. Um veículo de placa NKM 7163, que tem a permissão 0179 em nome da Rádio Taxi Araguaia, em 10/12/10 bateu em seu veículo, ao fazer uma manobra irresponsável. Acionado a seguradora, o serviço só foi autorizado em 22/12/10 levando 12 dias para apenas autorizar o serviço em seu veículo, após uma infinidade de telefonemas feito por ela. Após a autorização, ela entrou em contato com a oficina autorizada  e foi informada que somente após 10 dias que seu veículo será liberado. 

O questionamento é: Quem irá se responsabilizar pelas despesas extras que ela está tendo pela falta de seu veículo neste período? É um carro de trabalho, não tem outro para colocar no lugar. O que ela deve fazer? Quando ligou para o Sr Edson, responsável pela Rádio Taxi Araguaia, ele simplesmente falou que não podia fazer nada, pois a responsabilidade era do motorista do Taxi. Após falar com o Sr. Evislágio, o motorista, ele informou que não pode fazer nada, que ela tem que esperar com paciência. Aí está a pergunta : Até quando iremos passar por procedimentos tão constrangedores como este por parte das seguradoras e também pelo descaso das empresas de TAXI, em fatos como este?

De quem é a responsabilidade? Do motorista que tem permissão para transportar passageiros em nome da Rádio Taxi Araguaia ou do próprio motorista?

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Então é Natal (Simone)

Composição: Versão: Cláudio Rabello


Então é Natal, e o que você fez?

O ano termina, e nasce outra vez.

Então é Natal, a festa Cristã.

Do velho e do novo, do amor como um todo.

Então bom Natal, e um ano novo também.

Que seja feliz quem, souber o que é o bem.


Então é Natal, pro enfermo e pro são.

Pro rico e pro pobre, num só coração.

Então bom Natal, pro branco e pro negro.

Amarelo e vermelho, pra paz afinal.

Então bom Natal, e um ano novo também.

Que seja feliz quem, souber o que é o bem.


Então é Natal, o que a gente fez?

O ano termina, e começa outra vez.

E Então é Natal, a festa Cristã.

Do velho e do novo, o amor como um todo.

Então bom Natal, e um ano novo também.

Que seja feliz quem, souber o que é o bem.


Harehama, Há quem ama.

Harehama, ha...

Então é Natal, e o que você fez?

O ano termina, e nasce outra vez.

Hiroshima, Nagasaki, Mururoa...


É Natal, É Natal, É Natal.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Movimento pelo Planeta

Faça parte você também do Movimento pelo Planeta. Para cada seguidor, uma árvore será plantada. Uma iniciativa da Rede Smart de Supermercados.
Acompanhe @mov_peloplaneta no Twitter

1°DEZEMBRO - DIA INTERNACIONAL DA LUTA CONTRA AIDS

Dia 1º de dezembro é uma data símbolo de conscientização. Eleita no calendário como o Dia Mundial da Luta Contra a Aids, a ocasião estimula a discussão acerca do tema e da quebra de tabus. Escolas e empresas se abrem para debates mais intensos sobre a doença, os sintomas, a prevenção e a convivência com os soropositivos.

"Aproveite o dia para repensar sobre seus valores: Não ignore a realidade!"

sábado, 13 de novembro de 2010

Pés que falam por si

Para as mulheres que viajam muito de carro, deveriam  inventar  um com suporte bem macio para colocar os pés confortavelmente.  Asim, aproveita-se  melhor a viagem e dá para observar com conforto e tranqulidade as belas paisagens de beira de estrada.
Segue abaixo uma bela poesia sobre os pés.

Sejam pés brancos, amarelos ou negros

São sempre pés dignos de sua caminhada!

Dos pés bem calçados aos descalços

Deviam ser pés bem tratados,

Muito bem conservados.

Pés descalços que falam por si!

Fazem realçar em plástico moldado,

Por atilhos, tiras entre dedos

Bem se livram de enredos

Caminhando o dia inteiro

Por serem pés iluminados!

Livres! Pés de mensageiro!

Com sua imagem de pobreza

Vingam outros em riqueza!

Fortes e fracos mas, são afirmados!

Ainda hoje co-habitam entre nós

Pés descalços que falam por si!


Autor : Pinhal Dias

Quero-Quero em Histórias que a vida conta


domingo, 3 de outubro de 2010

HOMENAGEM DE HISTÓRIAS QUE A VIDA CONTA PARA OS "JOVENS DA TERCEIRA IDADE"

Evento : Baila Comigo
Data: 02/10/2010
Coordenadora : Jucilene Santos
Forró para pessoas acima de 30 anos
Todos os Sábados - Som ao Vivo das 14 às 18:30
Av.Atílio Coreia Lima 1.305, Cidade Jardim- Goiânia - GO









segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Letras rebeladas

Houve uma rebelião nos livros,
Mas as letras não tentaram fugir
Apenas se reuniram em tribos
De poesias, contos, crônicas e demais artigos
E impediram que os livros pudessem se abrir.

A elas outros também se aliaram,
As lousas não aceitaram mais risco de giz,
Todas as canetas secaram,
Os teclados dos computadores travaram
E o mundo passou a ser infeliz.

As bibliotecas deixaram de ser
Porta para o mundo da imaginação,
Ninguém mais pôde ler,
Os escritores não conseguiram escrever,
As livrarias deixaram de ser atração.

E depois de muita confusão
Quando o homem voltava ao tempo da pedra
As letras fizeram uma reunião
E decidiram em unânime votação
Que já era hora de darem uma trégua.

E assim o mundo voltou a ter vida
E ficou gravada a certeza
De que é através da escrita
Que a relação humana se solidifica
E nunca mais se viu um livro largado sobre a mesa.

Esta poesia é de meu poeta preferido que tenho o maior prazer em publicar aqui em Histórias que a vida conta.

Eduardo de Paula Barreto
http://www.opoetizador.com/

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

DESABAFO DE UM AGRONOMO

AGRONEGÓCIO

Imagine-se um hipotético indivíduo que doravante chamaremos de Sr. Oliveira.

O Sr. Oliveira é um homem comum. É um pai de família. Habita uma região metropolitana que poderia ser São Paulo, Porto Alegre, Belo Horizonte ou Recife ou alguma outra grande cidade. Tem um emprego em uma instituição financeira, ou em uma revendedora de peças por exemplo. Pertence àquela classe média ligeira, que além de trabalhar 4 meses por ano de graça para o governo esforça-se para pagar as contas de aluguel, escola, natação e inglês dos filhos, plano de saúde, o guarda da rua e outros pormenores no fim do mês.

O Sr. Oliveira levanta-se de manhã e veste-se com roupas de algodão, algodão esse crescido nos campos de Chapadão do Sul( MS), Campo Novo dos Parecis(MT) e processado em Blumenau, SC. Talvez esteja um pouco frio e ele use um pulôver de lã de carneiros criados em Pelotas, RS e fabricado em Americana, SP. Calça seus sapatos de couro vindo de bois do Mato Grosso, e fabricados em Novo Hamburgo, RS.

Ele toma café da manhã, com ovos vindos de Bastos, SP, leite de uma cooperativa do Rio de Janeiro, broa de milho colhido em Londrina, PR, um mamão vindo do Espírito Santo, suco de laranja de Araraquara, SP e um cafezinho vindo direto de São Lourenço, MG.

Ele lê um jornal, impresso em papel feito de eucalipto crescido em Três Lagoas, MS.

O Sr. Oliveira entra em seu carro, abastecido com álcool de cana de açúcar produzida em Piracicaba, SP, com pneus de borracha saída dos seringais de São José do Rio Preto, SP.

Enquanto ele vai ao trabalho, a Sra. Oliveira vai às compras nos supermercados do bairro, sempre pesquisando os melhores preços das frutas, das verduras e da carne para não apertar o orçamento familiar.

No almoço, o Sr. Oliveira come um filé de frango criado no Paraná, alimentado com soja e milho de Goiás e de Mato Grosso, com molho de tomate de Goiás. Tem arroz do Rio Grande do Sul, feijão dos pivôs do oeste baiano. Tem salada das hortas de Mogi das Cruzes, SP. Suco de uvas do Vale do São Francisco e de sobremesa goiabada feita com goiabas de Valinhos, SP e açúcar de Ribeirão Preto, SP, e queijo de Uberlândia, MG. Outro cafezinho dessa vez da Bahia.

Hoje a noite é de comemoração. Sua empresa fez um corte de pessoal, mas felizmente o Sr. Oliveira manteve o emprego. Ele leva a esposa jantar fora. Vinho do Vale dos Vinhedos gaúcho. Presuntos e frios de porco criado em Santa Catarina, alimentado com soja paranaense, filet mignon de bois criados no Sul do Pará. Chocolate produzido com cacau do sul da Bahia. E outro café de Minas, adoçado com açúcar pernambucano.

O Sr. Oliveira é um homem razoavelmente informado e inteligente. No dia seguinte ele lerá os jornais novamente.

Pelos jornais ele ficará sabendo que há conflitos em terras indígenas recentemente demarcadas e fazendeiros cujas famílias foram incentivadas a ocupar aquelas terras há décadas atrás. Pelos jornais ele ficará sabendo que a pecuária é a maior poluidora do país (embora ele mesmo tenha o sonho de um dia abandonar a cidade poluída e viver no campo por uma qualidade de vida melhor). Pelos jornais ele tem notícias de invasões de terras, de conflitos agrários, de saques e estradas bloqueadas (o Sr. Oliveira é a favor da reforma agrária, embora repudie a violência). Pelos jornais ele toma conhecimento de ações do Ministério Público contra empresas do agronegócio (ele não entende que mal há em empresas que ganham dinheiro). Pelos jornais ele acha que a Amazônia está sendo desmatada por plantadores de soja e criadores de boi..

Mas o Sr. Oliveira pensa que isso não tem nada a ver com ele.

Pois eu gostaria de agarrá-lo pela orelha, e gritar bem alto, de megafone talvez, não um, nem dez, mas mil megafones que TUDO ISSO É PROBLEMA DELE SIM!

-Gostaria de lhe dizer que a agropecuária está presente em todos os dias da vida dele.

-Gostaria de lhe dizer que o agronegócio gera um terço do PIB e dos empregos do país. Gostaria de lhe dizer que quem diz que a pecuária polui mente descaradamente.

-Gostaria de lhe dizer que o maior desmatador da Amazônia é o INCRA, que com o dinheiro dos impostos dele sustenta assentamentos que não produzem absolutamente nada, condenando uma multidão de miseráveis manipulados por canalhas balizados por uma ideologia assassina à eterna assistência do Estado.

-Gostaria de lhe dizer que estes mesmos canalhas estão tentando, sob a palatável desculpa dos direitos humanos, acabar com o direito de propriedade, arruinando qualquer futuro para o agronegócio brasileiro.

-Gostaria de lhe dizer, que os mesmos canalhas querem fechar índios, que há 5 séculos estão em contato com brancos, em gigantescos zoológicos onde eles estarão condenados à miséria e ao suicídio.

-Gostaria de lhe dizer que índios são 0,5% da população brasileira e não obstante são donos de 13% do país.

-Gostaria de lhe dizer que querem transformar 2/3 do país em reservas e parque que estão sendo demarcados sobre importantes reservas minerais e aqüíferos subterrâneos essenciais para o futuro do país.

-Gostaria de lhe dizer que a agricultura ocupa apenas 7,5% da superfície do país, e que mesmo assim somos os maiores exportadores do mundo de carne, soja, café, açúcar, suco de laranja e inúmeros outros produtos.

-Gostaria de lhe dizer que podemos dobrar ou triplicar a produção pecuária do país sem derrubar uma árvore sequer.

-Gostaria de lhe dizer que produtores rurais não são a espécie arrogante e retrógrada que os canalhas dizem que são. -São gente que está vivendo em lugares onde você não se animaria a viver, transitando por estradas intransitáveis e mortais, acordando nas madrugadas para ver nascer um animal, rezando para chover na hora de plantar e para parar de chover na hora de colher, com um contato e um conhecimento da natureza muito maior do que o seu. São gente cujos antepassados foram enviados às fronteiras desse país para garantir que esse território fosse nosso, foi gente incentivada a abrir a mata, abrir estradas, plantar e colher, às vezes por causa do governo, às vezes apesar dele.

-Gostaria enfim de gritar a plenos pulmões, que qualquer problema que afete um produtor rural, uma empresa rural, uma agroindústria É UM PROBLEMA DELE, DO PAÍS E DO MUNDO.

-Sim, porque no mesmo jornal que o Sr. Oliveira leu, há uma nota de rodapé que diz que há 1 bilhão de pessoas no mundo passando fome.

-E grito finalmente para o Sr. Oliveira e tantos outros iguais a ele: ABRA OS OLHOS! e desconfie daqueles que querem transformar o agronegócio em uma atividade criminosa.

Autor: Eng° Agr° Fernando Sampaio.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Escuta as vozes da terra

Durante a infância, o meu avô era o meu melhor amigo. Quando estávamos juntos, tudo me parecia perfeito.

Gostávamos ambos de passear pelos bosques. Nunca íamos muito longe, nem andávamos muito depressa. Escolhíamos caminhos sinuosos. Enquanto caminhávamos, eu fazia imensas perguntas:

― Avô, porque é…?

― O que se passaria se…?

― Será que às vezes…?

Um dia, perguntei:

― Avô, o que é uma oração?

O meu avô ficou em silêncio durante muito tempo. Quando chegámos junto das árvores mais altas da floresta, respondeu-me com uma pergunta:

― Alguma vez ouviste o murmúrio das árvores?

Pus-me à escuta, atento, mas foi em vão.

― Vê como as árvores sobem até ao céu. Tentam subir sempre mais. Querem chegar às nuvens, ao sol, à lua e às estrelas. Procuram elevar-se até ao céu.

Pensei nas árvores, procurei ouvi-las. Enquanto reflectia, sentei-me numa rocha velha, coberta de musgo. O meu avô explicou:

― As rochas e as montanhas também falam conosco. A sua calma e o seu silêncio inspiram-nos tranquilidade.

Depois de ter reflectido durante bastante tempo,  peguei numa pedra e coloquei-a no meu bolso. Caminhamos um pouco mais, até junto de um ribeiro. A água borbulhava, cintilava, e viam-se pequenos peixes a nadar.

― Avô, os ribeiros também murmuram?

― Claro. Bem como todos os lagos, rios e cursos de água. Às vezes, correm tranquilamente. Espelham as nuvens, os pássaros, o sol ou as estrelas. Outras vezes, escoam-se em redemoinhos, lançam-se no mar ou evaporam-se no céu. E o ciclo recomeça… Também se riem e divertem com os seus amigos rochedos. Dançam, saltam, tornam a cair…Mas a natureza conhece outras formas de se exprimir. As ervas altas procuram o sol e as flores exalam o seu perfume doce. Quanto ao vento, sussurra, geme, suspira, e sopra-nos as suas palavras. Escuta o canto dos pássaros de manhã cedo, escuta o seu silêncio antes do nascer do sol. Consegues ouvir a melodia do pintarroxo ao cair da tarde? Os animais correm pela floresta, tornam-se reluzentes com a água, escalam montanhas, voam até às nuvens, ou refugiam-se na terra. É assim que todos os seres vivos participam na beleza do mundo…

Calamo-nos os dois. O meu avô olhava o horizonte e eu reflectia no que ele me tinha dito sobre as rochas, as árvores, a erva, os pássaros e as flores. Acabei por lhe perguntar de que modo rezavam os homens. O meu avô sorriu e passou-me a mão pelos cabelos. Respondeu:

― Tal como a natureza, os homens têm a sua linguagem própria. Podem inclinar-se para cheirar uma flor, ver o sol despontar no horizonte, sentir a terra mover-se docemente, ou saudar o dia que começa. Pode-se passear num bosque coberto de neve num dia de Inverno e ver o próprio sopro confundir-se com o sopro do mundo. A música e a pintura são também formas de expressão, de linguagem…. Às vezes, sentimo-nos tristes, doentes ou isolados. Então, repetimos as palavras que os nossos pais e avós nos legaram. Mas é preciso que cada um encontre as suas próprias palavras. O que é importante é dizer o que verdadeiramente se sente, o que nos vem do coração.

Passado algum tempo, o meu avô disse que eram horas de regressar. Mas eu tinha uma última pergunta:

― Será que há respostas para as nossas orações?

Sorriu.

― Se as escutarmos atentamente, as orações contêm as suas próprias respostas. Nós somos como as árvores, o vento e a água. Não podemos mudar o que nos rodeia, mas podemos mudar-nos a nós mesmos. É evoluindo que transformamos o mundo.

Depois deste passeio, ainda voltamos a passear juntos. De cada vez, tentei escutar as vozes da terra, mas creio que nunca as ouvi. Um dia, o meu avô deixou-nos. Continuei a pensar nele com todas as minhas forças, mas ele não voltou. Não podia voltar. Rezei até mais não poder. Depois, deixei de o fazer. Sem ele, tudo me parecia sombrio. Sentia-me muito só.

Alguns anos mais tarde, durante um passeio, sentei-me debaixo de uma árvore enorme. Os ramos mexiam e as folhas sussurravam. Ouvi o murmúrio de um ribeiro e o canto de um pintarroxo, pendurado numa madressilva. Ouvi também um ligeiro sussurro, misturado com o sopro do vento, com o canto dos pássaros e com o marulho da água.

Tal como o meu avô me ensinara, a terra falava comigo. Então, também eu murmurei, docemente:

― Obrigado pelas árvores grandes e pelas flores, pelos rochedos e pelos pássaros. E, sobretudo… obrigado pelo meu avô!

Foi então que algo aconteceu.

Senti – outra vez – o meu avô perto de mim…

E, pela primeira vez desde há muito tempo, tudo me parecia perfeito.



Douglas Wood

Grandad’s Prayers of the Earth

Paris, Gründ, 2000

(Tradução e adaptação)

História que a vida conta tem imenso prazer em divulgar e publicar o seu conto, sua poesia ou até mesmo sua história de vida.
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sábado, 11 de setembro de 2010

MEU PASTOR ( EDUARDO DE PAULA BARRETO)

‘O Senhor é o meu pastor
E nada me faltará’,

Serei do campo a flor

E Ele aquele que me regará

E em todo lugar aonde eu for

Ele sempre me acompanhará.



Ele testemunhará o meu crescimento,

Nas minhas dores me amparará

E nas quedas nos buracos imensos

Com mãos de vento me segurará

E numa demonstração de amor intenso

Novas oportunidades me dará.



Nas noites frias

Ele me servirá de abrigo

E na melancolia

Será um querido amigo

Sob a luz do dia

Ou quando o Sol estiver escondido.



Não O verei,

Mas Ele sempre estará por perto,

Jamais blasfemarei,

Mesmo quando perdido num deserto,

Pois é certo que O encontrarei

Num oásis me esperando de braços abertos.

Eduardo de Paula Barreto
O Poetizador 

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

A era das mãos entrelaçadas - Leonardo Boff

Meus artigos sobre a situação ecológica da Terra poderão ter suscitado nos leitores e nas leitoras não poucas angústias. E é bom que assim seja, pois são as angústias que nos tiram da inércia, nos fazem pensar, ler, conversar, discutir e buscar novos caminhos. A tranquilidade em tempos sosmbrios como os nossos se afigura como uma irresponsabilidade. Cada um e todos devemos agir rápido e juntos porque tudo é urgente. Temos que nos mobilizar para definir um novo rumo à nossa vida neste Planeta, caso quisermos continuar habitando nele.

Os tempos de abundância e comodidade pertencem ao passado. O que está ocorrendo não é uma simples crise, mas uma irreversibilidade. A Terra mudou de modo que não tem mais retorno e nós temos que mudar com ela. Começou o tempo da consciência da finitude de todas as coisas, também daquilo que nos parecia mais perene: a persistência da vitaiidade da Terra, o equilíbrio da biosfera e a imortalidade da espécie humana. Todas estas realidades estão experimentando um processo de caos. No início ele se apresenta destrutivo, deixando cair tudo que é acidental e meramente agregado, mas em seguida, se revela criativo, dando forma nova ao que é perene e essencial para a vida.

Até agora vivíamos sob a era do punho cerrado para dominar, subjugar e destruir. Agora começa a era da mão estendida e aberta para se entrelaçar com outras mãos e, na colaboração e na solidariedade, construir "o bem viver comunitário" e o bem comum da Terra e da humanidade. Adeus ao inveterado individualismo e bem-vinda a cooperação de todos com todos.

Como os astrofísicos e os cosmólogos nos asseguram, o universo está ainda em gênese, em processo de expansão e de auto-criação. Há uma Energia de Fundo que subjaz a todos os eventos, sustenta cada ser e ordena todas as energias para frente e para cima rumo a formas cada vez mais complexas e conscientes. Nós somos uma emergência criativa dela.

Ela está sempre em ação mas se mostra especialmente ativa em momentos de crise sistêmica quando se acumulam as forças para provocar rupturas e possibilitar saltos de qualidade. É então que ocorrem as "emergências": algo novo, ainda não existente mas contido nas virtualidades do Universo.

Estimo que estamos às portas de uma destas "emergências": a noosfera (mentes e corações unidos), a fase planetária da consciência e a unificação da espécie humana, reunida na mesma Casa Comum, o planeta Terra.

Então, nos identificaremos como irmãos e irmãs que se sentam juntos à mesa, para conviver, comer, beber e desfrutar dos frutos da Mãe Terra, depois de haver trabalhado de forma cooperativa e respeitando a natureza. Confirmaremos assim o que disse o filósofo do Princípio Esperança, Ernst Bloch:"o gênesis não está no começo mas no fim".

Faço minhas as palavras do pai da ecologia norte-americana, o antropólogo das culturas e teólogo Thomas Berry: "Não nos faltarão nunca as energias necessárias para forjar o futuro. Vivemos, na verdade, imersos num oceano de Energia, maior do que podemos imaginar. Esta Energia nos pertence, não pela via da dominação mas pela via da invocação".

Temos que invocar esta Energia de Fundo. Ela sempre está ai, disponível. Basta abrir-se a ela com a disposição de acolhê-la e de fazer as transformaçõs que ela inspira.

Pelo fato de ser uma Energia benfazeja e criadora, ela nos permite proclamar com o poeta Thiago de Mello, no meio dos impasses e das ameaças que pesam sobre nosso futuro: "Faz escuro, mas eu canto". Sim, cantaremos o advento desta "emergência"nova para a Terra e para a humanidade.

Porque amamos as estrelas, não temos medo da noite escura. Elas são inalcançáveis mas nos orientam. Lá nas estrelas se encontra nossa origem, pois somos feitos do pó delas. Elas nos guiarão e nos farão novamente brilhar. Porque é para isso que emergimos neste Planeta: para brilhar. Esse é o propósito do universo e o desígnio do Criador.

*Leonardo Boff é autor de Meditação da luz: o caminho da simplicidade, Vozes (2010)

Fonte: Envolverde - Resvista Digital

terça-feira, 6 de julho de 2010

Reforma do Código Florestal é aprovada com protestos de ambientalistas

Por Tatiana Félix, da Adital


O Projeto de Lei 1876/99, que propõe a reforma do Código Florestal, foi votado nesta tarde (6) na Câmara dos Deputados, em Brasília, Distrito Federal. Com 13 votos a 5, o texto principal do substitutivo do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) foi aprovado. Enquanto governo e ruralistas comemoravam, ativistas e militantes ambientais protestavam alegando retrocesso. Com a aprovação, a Comissão Especial, que tem analisado a reforma da legislação ambiental, começou a votar os destaques.

Diante do andamento do processo no Plenário 2 do Congresso, a ONG Greenpeace pediu a rejeição do relatório, alegando que a proposta "mata as florestas". Para o Diretor de Assuntos Parlamentares do Instituto "O Direito por um Planeta Verde", André Lima, a aprovação da reforma significa "um retrocesso histórico na política ambiental do Brasil".

Ele disse que a reforma anula conquistas e reduz Áreas de Preservação Permanente (APPs), de rios, por exemplo, para 15 metros. "As medidas demonstram que estamos andando para trás". Os ambientalistas criticam que ao invés de se defender o desenvolvimento sustentável, o projeto beneficia o agronegócio, ruralistas e latifundiários, ou seja, os que detêm maior poder econômico de influência.

Em recente entrevista à ADITAL, Luiz Zarref, engenheiro florestal e militante da Via Campesina, explicou que as reservas legais precisam ser recompostas de forma produtiva, seja em áreas grandes ou pequenas. Na ocasião, o engenheiro classificou de "erro gravíssimo" a redução de Áreas de Preservação Permanente em regiões como topos de morros, por exemplo, já que as APPs são importantes para a prevenção de vários desastres naturais. "Os deslizamentos, por exemplo, têm a ver com a retirada da mata", explicou.

Os ativistas prepararam um ato para amanhã (7), em frente ao Congresso Nacional, a partir das 8h, onde será feito o "velório e o enterro do Código Florestal". "Será um movimento espontâneo, com estudantes e organizações da sociedade civil para criar um efeito simbólico e mostrar que somos contra a reforma", informou André.

Ele disse acreditar que as manifestações podem sim reverter a "situação criada artificialmente, pela omissão do Governo Federal", já que, segundo ele, deputados que eram contrários à reforma não participaram da votação. "Muitos não compartilharam deste pensamento retrógrado. Foi uma maioria criada artificialmente", ressaltou.


Confira o resultado da votação de hoje:


Votos favoráveis às reformas ruralistas


Anselmo de Jesus (PT-RO)

Homero Pereira (PR-MT)

Luis Carlos Heinze (PP-RS)

Moacir Micheletto (PMDB-PR)

Paulo Piau (PPS-MG)

Valdir Colatto (PMDB-SC)

Hernandes Amorim (PTB-RO)

Marcos Montes (DEM-MG)

Moreira Mendes (PPS-RO)

Duarte Nogueira (PSDB-SP)

Aldo Rebelo (PCdoB-SP)

Reinhold Stephanes (PMDB-PR)

Eduardo Seabra (PTB-AP)


Votos contrários às reformas ruralistas:


Dr. Rosinha (PT-PR)

Ricardo Tripoli (PSDB-SP)

Rodrigo Rollemberg (PSB-DF)

Sarney Filho (PV-MA)

Ivan Valente (PSOL-SP)


quarta-feira, 30 de junho de 2010

Alagoas registra primeiros casos de leptospirose e diarreia depois de enchentes

Carolina Pimentel 30/06/2010

Repórter da Agência Brasil

Brasília - O estado de Alagoas já começa a registrar os primeiros diagnósticos de leptospirose e diarreias por causa das enchentes dos últimos dias - doenças comuns em locais atingidos por inundações, onde não há água limpa.

De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde, foram confirmados dois casos de leptospirose pelo Laboratório Central de Alagoas. Foram examinadas oito amostras dos 15 casos suspeitos identificados. A leptospirose é contraída pelo contato com água ou lama contaminada com urina do rato. Os sintomas são diarreia, dores no abdômen e pressão arterial baixa.

As autoridades locais notificaram também 129 casos de diarreias, 50 picadas de animais peçonhentos (cobras e escorpião) e 58 casos de problemas respiratórios.

O Ministério da Saúde enviou ao estado lotes de vacinas e soro antitetânico para tratar e prevenir doenças como hepatite A, rotavírus, tétano e cólera. Na semana passada, o ministério já havia encaminhado 5 toneladas de remédios, vacinas, soros e dez ambulâncias para atendimento de urgência.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Comida de buteco 2010 com tira gosto afrodisíaco

Na 3ª  edição do comida di buteco de Goiânia (28 de maio a 27 de junho) "Histórias que a vida conta" visitou  Carne de Sol do Serginho, que participa do concurso com um tira gosto  afrodisíaco "Kibe com Viagra".

                                                                      Anotem a receita

Kibe frito com tempero especial do Serginho, recheado com ovo de codorna, servido com molho quente de maionese Hellmann's.

Parabéns aos coordenadores e patrocinadores deste evento!

domingo, 20 de junho de 2010

HISTÓRIA DO INDIO POETIZADA POR ADEMÁRIO RIBEIRO

UNS ÍNDIOS*

Uns índios pera aí,
Outros pequeninos nordestinos,
Outros tantos com destinos-norte na Calha da Morte
Pelas beiras, beradêros, caatingas,
Ribeiras, brenhas, babaçuais,
Manhas, manhãs e margens...

Uns grandes como os xinguanos,
Outros xingando e de bordunas no ar!
Outros tantos como Eliane Potigura e Graça Graúna,
Mais outros como Daniel Munduruku e Marcos Terena...

Uns como Babau Tupinambá e Juvenal Payayá,
Outros como Raoni e Sapain,
Tantos outros como Tuira Kayapó e Maninha Xukuru
Todos e todas índios e índias
Diante das lentes, códigos
Lupas, gráficos e DNAs manobrando,
Girando, prospectando e decidindo
O que somos - o que querem
Que sejamos...

Uns e outros tantos índios e índias
vão descendo – subindo - margeando
Rios, pontes, viadutos, estrelas
Ciências, velocidades, aquisições cognoscentes
Violências, tecnologias, redes
Estupros, inundações, vilanias
Transposições, viadutos, teses...

Todos e todas transmutando os Peris e Iracemas
Em todas as dimensões:
Sólido, gás, líquido, átomos, palavras,
Alma, cor, gesto, cheiro
Sombra, luz...
(e serem e são: magníficos!)

Da ação, sim, da permanência, sim,
Do não estar oculto, sim,
Mas nas trincheiras, nas arapukas,
Nos rituais... eles e elas
Proscritos "Wirás", obstinados "Wirás"
Pelas beiras, beradêros, bugreiros,
Caribocas, caboclos,
Manhas, manhãs e margens...
Eles estão e estarão por aí
E por aqui!
Abá am iõ te!
“Índio vai continuar de pé!”

(Ademario Ribeiro)

terça-feira, 1 de junho de 2010

Comemorando Aniversário com poesia...

Oi Helena, repetindo os versos que postei no Orkut...
Eduardo de Paula Barreto

Rufem nos Céus os tambores,
Pois o momento é de pura celebração.
É dia de tomar do arco-íris suas cores,
Redecorar o planeta e emocionar o seu coração.

Feliz por partilhar do seu convívio diário
E grato por sua amizade e expressivo amor,
Uno-me ao Universo e lhe desejo um Feliz Aniversário
E que sua vida seja um jardim sendo você a mais bela flor

Amiga, parabéns pelo seu aniversário.
José de Castro

Nesta data inaudita,
peço a Deus, com emoção,
muitas bênçãos infinitas,
pleno amor no coração.

Viva uma longa idade,
remoçando a cada dia,
muita paz e felicidade,
com saúde e alegria.

Um Feliz Aniversário para Você!

quinta-feira, 18 de março de 2010

3º Congresso de Jornalismo Ambiental começa hoje

A conferência de abertura do 3° Congresso Brasileiro de Jornalismo Ambiental, que acontece nesta quinta-feira, dia 18, será aberta ao público. Os conferencistas trarão para o debate os cenários de conflitos que o projeto de desenvolvimento do país vem provocando, tanto sobre o meio ambiente quanto sobre as populações que vivem fora das áreas urbanas.O conferencista principal é o cacique Afukaka Kuikuro, do Parque Indígena do Xingu. Ele vai abordar os problemas que os povos indígenas vivenciam atualmente por conta das grandes obras de infraestrutura e do avanço descontrolado da fronteira agrícola sobre os remanescentes de vegetação nativa em Mato Grosso – um problema que não é exclusivo deste estado. Afukaka vem falar de um problema que não tem recebido a atenção necessária da imprensa e da sociedade: as alterações ecológicas cada vez mais severas que atingem as terras indígenas estão comprometendo a sobrevivência física e cultural de dezenas de etnias no país.

Vejam mais na Revista Digital Envolverde

terça-feira, 9 de março de 2010

MULHERES QUE SE DESTACAM NA PRESERVAÇÃO DAS ÁGUAS DO BRASIL 2010

GOIÁS: HELENA BERNARDES - Ambientalista, educadora, mantém o Blog SOS Nascente do Rio Piracanjuba - Anápolis - Goiás, onde também realiza programa de conscientização ecológica das populações ribeirinhas
 
Vejam as outras mulheres homenageadas clicando aqui

A mulher indígena e a grande aldeia


Na comemoração dos 100 anos do dia internacional da mulher, nada mais justo do que lembrar as mulheres que há mais de dez mil anos são as primeiras responsáveis pela vida humana nesta parte do planeta terra. As mulheres indígenas são as sabias guardiães dos segredos da continuidade da vida e da construção da harmonia e felicidade na interação de todas as formas de vida, na pluralidade da bio e sociodiversidade.

Dona Francisca Vera senta-se dentro do barraco onde o corpo de seu filho Jenivaldo está “guardado”, e onde ele viveu até ser brutalmente assassinado e jogado no rio Ypo’i, no início de novembro de 2009. As lágrimas se revoltam. A mão da mãe as recolhe procurando esconder a dor. O sofrimento de Dona Francisca representa hoje a homenagem da revolta silenciosa de milhares de mães indígenas, Kaiowá Guarani, que choram pelos filhos cujas vidas foram ceifadas pela violência extrema que hoje se abate sobre e dentro das aldeias desse povo indígena, numericamente o maior do Brasil submetido às maiores brutalidades e violências no país. Nos últimos anos, os assassinatos anuais de Kaiowá Guarani foram sempre mais da metade dos ocorridos com os mais de 230 povos indígenas, conforme o relatório de violência do Cimi. E dentro das aldeias quem mais fortemente sofrem com essa violência são as mulheres. Essa homenagem às mulheres Kaiowá Guarani é uma forma de protesto contra toda sorte de violência e sofrimento, de que são vítimas as mulheres indígenas.

Na aldeia de Ypo’i outra mãe, Damita, relatava sua angustiante situação. A esposa do professor Rolindo, com seus quatro filhos, o mais velho 8 anos,e a mais nova menos de quatro meses, tendo nascido poucos dias depois do pai ter sido agarrado, batido e possivelmente assassinado e seu corpo ocultado até hoje. Damita está passando fome e privações sem saber como manter os filhos. Aos soluços suplica ajuda, pois a situação é cada dia mais angustiante e difícil. Faz um veemente apelo para obter informações sobre o corpo de Rolindo, pois está com a alma ferida.

segunda-feira, 8 de março de 2010

História do "Dia Internacional da Mulher"

Histórias que a vida conta destaca no dia de hoje estas Grandes Ambientalistas: Ana Franco, Helena Bernardes, Rosana Arruda e Wilma Nunes

Neste dia, do ano de 1857, as operárias têxteis de uma fábrica de Nova Iorque entraram em greve, ocupando a fábrica, para reivindicarem a redução de um horário de mais de 16 horas por dia para 10 horas.
Estas operárias que, nas suas 16 horas, recebiam menos de um terço do salário dos homens, foram fechadas na fábrica onde, entretanto, se declarara um incêndio, e cerca de 130 mulheres morreram queimadas.
Em 1910, numa conferência internacional de mulheres realizada na Dinamarca, foi decidido, em homenagem àquelas mulheres, comemorar o 8 de Março como "Dia Internacional da Mulher". De então para cá o movimento a favor da emancipação da mulher tem tomado forma, tanto em Portugal como no resto do mundo.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Asfalto Solar

EUA investirá em asfalto solar

Os raios de Sol que fazem ferver o asfalto das estradas agora podem ter melhor serventia para os motoristas. O Departamento de Transportes dos EUA resolveu investir na criação de painéis solares para substituir a pavimentação das rodovias do país. Além de diminuir o consumo de petróleo, os painéis (de 4m2) concebidos pela empresa Solar Roadways são feitos de material reciclado (vidro, plástico e borracha) e células solares que captam a luz do Sol e a transformam em energia para – literalmente – iluminar a pista. Com luzes de led embutidas (como o protótipo acima), eles vão funcionar como um sistema inteligente para indicar as faixas de sinalização e até alertas sobre o que o motorista deve encontrar à frente – se há obras, curvas acentuadas ou as condições das estradas. “A energia captada fica armazenada por bastante tempo nas células e ajuda a derreter as camadas de neve que se formam sobre as estradas em dias de frio intenso”, afirma Scott Brusaw, criador do projeto. Os painéis ainda estão sendo testados, mas, se tiverem bons resultados, a ideia é substituir todas as vias americanas pelo “asfalto solar”. “Como cada painel produz cerca de 7 kW de energia por hora, se cobrirmos todo o nosso sistema viário, podemos suprir a necessidade energética de todos os Estados Unidos sem depender de outras fontes de energia nem causar impacto no planeta”, diz Brusaw. Sem dúvida, é mesmo um ótimo caminho para seguir.

Fonte: http://www.planetasustentavel.abril.com.br/

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Prece de Cáritas (legendado)

Prece de Cáritas é uma oração sublime,
e este video tem o objetivo de levar paz ao coração de quem assistí-lo.
É uma mensagem que rompe todo e qualquer
preconceito de paradigma religioso.

PRECE DE CÁRITAS
Voz de Cid Moreira

DEUS, nosso Pai,
que sois todo poder e bondade,
dai forca àquele que passa pela provação;
dai luz àquele que procura a verdade,
pondo no coração do homem
a compaixão e a caridade.
Deus, dai ao viajor a estrela guia;
ao aflito a consolação;
ao doente o repouso.
Pai, dai ao culpado o arrependimento,
ao espírito a verdade, a criança o guia,
ao órfão o pai.
Senhor, que a vossa bondade se estenda
sobre tudo que Criastes.
Piedade Senhor, para aqueles que não vos conhecem,
esperança para aqueles que sofrem.
Que a Vossa bondade permita
aos espíritos consoladores
derramarem por toda parte a paz,
a esperança e a fé.
Deus, um raio, uma faísca do Vosso amor
pode abrasar a terra.
Deixa-nos beber nas fontes
dessa bondade fecunda e infinita
e todas as lágrimas secarão,
todas as dores acalmar-se-ão.
Um só coração, um só pensamento
subirá até Vós como um grito
de reconhecimento e amor.
Como Moisés sobre a montanha,
nos Vós esperamos com os braços abertos,
oh! Poder... oh! Bondade...
oh! Beleza... oh! Perfeição,
e queremos de alguma sorte
alcançar a Vossa misericórdia.
Deus, dai-nos a força
de ajudar o progresso
a fim de subirmos até Vós.
Dai-nos a caridade pura;
dai-nos a fé e a razão;
dai-nos a simplicidade
que fará de nossas almas,
o espelho onde deve refletir
a Vossa Santa e Misericordiosa imagem.

(Madame. W. Krill.)
Ditado pelo Espírito Cáritas.
França - 25 de dezembro de 1873.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Homenagem a Iemanjá, mãe das águas - 02 de fevereiro

Lenda das Sereias

Fonte: YouTube

Poema Falado - Canto de Iemanjá

Iemanjá, lemanjá / lemanjá é dona Janaína que vem / Iemanjá, Iemanjá / lemanjá é muita tristeza que vem / Vem do luar no céu / Vem do luar / No mar coberto de flor, meu bem / De Iemanjá / De lemanjá a cantar o amor / E a se mirar / Na lua triste no céu, meu bem / Triste no mar / Se você quiser amar
Se você quiser amor / Vem comigo a Salvador / Para ouvir lemanjá / A cantar, na maré que vai / E na maré que vem / Do fim, mais do fim, do mar / Bem mais além / Bem mais além / Do que o fim do mar / Bem mais além (Canto de Iemanjá - Vinícius de Moraes).

sábado, 30 de janeiro de 2010

Humildade (Cora Coralina)

"Senhor, fazei com que eu aceite

minha pobreza tal como sempre foi.

Que não sinta o que não tenho.

Não lamente o que podia ter

e se perdeu por caminhos errados

e nunca mais voltou.

Senhor, que minha humildade

seja como a chuva desejada

caindo mansa,

longa noite escura

numa terra sedenta

e num telhado velho.

Que eu possa agradecer a Vós,

minha cama estreita,

minhas coisinhas pobres,

minha casa de chão,

pedras e tábuas remontadas.

E ter sempre um feixe de lenha

debaixo do meu fogão de taipa,

e acender, eu mesma,

o fogo alegre da minha casa

na manhã de um novo dia que começa.”

Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas nasceu no dia 20 de agosto de 1889 na velha Villa Boa de Goyaz. Grandiosa na poesia brasileira e, acima de tudo, grandiosa como mulher.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Ajudem o Haiti - cancele a dívida externa

Eu acabei de assinar uma petição pedindo o cancelamento da dívida externa do Haiti de USD$ 1 bilhão. O povo do Haiti não deveria ter que pagar uma dívida feita por ditadores não eleitos do passado enquanto eles tentam se recuperar do terremoto.

Clique aqui para assinar a petição

É chocante: mesmo com ajuda sendo direcionada para as comunidades desesperadas do Haiti, o dinheiro sai por outro lado para pagar a dívida externa exorbitante do país. Mais de $1 bilhão de uma dívida injusta acumulada anos atrás por credores e governos inescrupulosos.

O chamado pelo cancelamento total da dívida externa do Haiti está ganhando força ao redor do mundo e já convenceu alguns governantes. Porém, rumores dizem que outros países credores ainda estão resistindo. O tempo é curto: os Ministros das Finanças do G7 irão tomar uma decisão semana que vem em um encontro no Canadá.

Vamos gerar um chamado global por justiça, compaixão e bom senso para o povo do Haiti neste momento de tragédia. A Avaaz e parceiros irão entregar o chamado pelo cancelamento da dívida externa diretamente no encontro.

Mesmo antes do terremoto, o Haiti já era um dos países mais pobres do mundo. Depois que os escravos Haitianos ganharam a independência em 1804, a França demandou bilhões em indenização – lançando uma espiral de pobreza e dívidas injustas que já duram dois séculos.

Há alguns anos, campanhas globais pelo cancelamento de dívidas externas despertaram a consciência do mundo. Nos últimos dias, sob uma pressão crescente, financiadores começaram a dizer a coisa certa sobre o cancelamento da dívida externa do Haiti, que ainda é um fardo devastador para o país.
Porém o problema está nas entrelinhas. Depois do tsunami em 2004, o FMI anunciou um alívio no pagamento da dívida externa dos países atingidos – mas os juros continuaram a acumular. Quando a atenção pública diminuiu, os pagamentos da dívida eram maiores do que nunca.

Chegou a hora de cancelar a dívida externa do Haiti incondicionalmente para garantir que a ajuda enviada seja em forma de doação e não empréstimo. Uma vitória agora irá afetar a vida das pessoas do Haiti, mesmo depois que a atenção do mundo se dissipar. Participe do chamado pelo cancelamento da dívida externa e depois encaminhe este alerta para pessoas que se preocupam também:

http://www.avaaz.org/po/haiti_cancel_the_debt_7/97.php

Enquanto assistimos as imagens na televisão e pela Internet, é difícil não se comover. E a relação dos países ricos com o Haiti é de fato bastante obscura.
Porém, momentos como este podem trazer transformações. Ao redor do mundo, milhões de pessoas fizeram doações para salvar vidas no Haiti. Apoiadores da Avaaz contribuíram mais de USD$ 1 milhão nos últimos 10 dias. Porém, nós precisamos erguer as nossas vozes como cidadãos globais para trazer à tona as causas humanas que deixaram nossos irmãos e irmãs do Haiti tão vulneráveis aos desastres naturais.
Não podemos fazer o suficiente para mudar tudo, mas vamos fazer tudo que podemos.(Ben, Alice, Iain, Ricken, Sam, Milena, Paula e toda a equipe Avaaz)

PS: Para fazer uma doação para o Haiti, clique aqui

Vamos fazer a nossa parte e  pedir a DEUS  para enviar bons anjos espirituais para confortá-los neste momento tão difícil de sua vidas! (Helena Bernardes)

domingo, 17 de janeiro de 2010

Saudade danada de Dona Preta

Esta música me faz viajar no tempo,onde o ato de amar era apenas uma pureza de sentimentos. Me lembra minha mãe no tear, meus irmãos na lavoura, a casa  de pau a pique onde passei minha infância, o gado no curral, a horta no quintal, as belas flores que mamãe cultivava, o cachorro Plutão, o cavalo Marengo, nossas peraltices de crianças e as Histórias que "Dona Preta "contava em noites enluaradas sentada no tamborete no meio da bicharda. ( minha mãe ) -  Oh saudade danada!

   Viagem - Maysa
(Composição:João de Aquino/Paulo César Pinheiro)

Oh tristeza, me desculpe

Estou de malas prontas

Hoje a poesia veio ao meu encontro

Já raiou o dia, vamos viajar

Vamos indo de carona

Na garupa leve do vento macio

Que vem caminhando

Desde muito longe, lá do fim do mar

Vamos visitar a estrela da manhã raiada

Que pensei perdida pela madrugada

Mas que vai escondida

Querendo brincar

Senta nesta nuvem clara

Minha poesia, anda, se prepara

Traz uma cantiga

Vamos espalhando música no ar

Olha quantas aves brancas

Minha poesia, dançam nossa valsa

Pelo céu que um dia

Fez todo bordado de raios de sol

Oh poesia, me ajude

Vou colher avencas, lírios, rosas dálias

Pelos campos verdes

Que você batiza de jardins-do-céu

Mas pode ficar tranqüila, minha poesia

Pois nós voltaremos numa estrela-guia

Num clarão de lua quando serenar

Ou talvez até, quem sabe

Nós só voltaremos no cavalo baio

O alazão da noite

Cujo o nome é raio, raio de luar.

Segue abaixo um rabisco que fiz em uma noite de chuva, olhando pela janela e sentindo uma saudade danada dos meus tempos de criança, que intitulei - Quase sem dor

O som da chuva caindo no telhado
Transporta-me para tempos passados
Crianças risonhas, ingênuas e peladas
Correndo dentro de valas de enxurrada
O trovão assusta e mamãe fala
“Olha o raio” crianças danadas
Com testa enrugada sai da sala
Ha! Teimosia é surra de vara!
Corre um pra lá, outro pra cá
O Chicote chia, - vem aqui já!
Maninha chora, esfrega os olhinhos
E o cachorro late e sai de fininho.
Com cabelo escorrido na cara
Olhos vermelhos e  arrepios de frio
Então mamãe pára e repara
-Vai já, tomar um banho quentinho!
Cheiro de açúcar queimado
Leite do bule com casca de canela
Fogão de lenha e labareda alta
Borbulha tudo em preta panela.
Lá vem um lindo anjo
-Tá docinho e bem quentinho!
Faz cafuné, e dá beijinho
É mamãe com seu jeitinho
Olho pela janela  a chuva se foi
O que importa? Ela está morta!
E muda e triste compreendo tudo
É só o amor.... Quase sem dor!

Autora : Helena Bernardes

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

CONSCIENTIZAR E PRESERVAR É NOSSA MISSÃO

PARA A SOBREVIVÊNCIA DE  NOSSA LINDA  NAÇÃO
OS  GRANDES AMBIENTALISTAS TEM PARTICIPAÇÃO !

HISTÓRIAS  QUE A VIDA CONTA  registra um capítulo  com  participação especial da   grande ambientalista Rosana Arruda que veio da  Bahia para visitar  algumas  nascentes do RIO PIRACANJUBA  em Goiás.

Vejam sobre o assunto em SOS NASCENTES

Autora: Helena Bernardes