quinta-feira, 18 de março de 2010

3º Congresso de Jornalismo Ambiental começa hoje

A conferência de abertura do 3° Congresso Brasileiro de Jornalismo Ambiental, que acontece nesta quinta-feira, dia 18, será aberta ao público. Os conferencistas trarão para o debate os cenários de conflitos que o projeto de desenvolvimento do país vem provocando, tanto sobre o meio ambiente quanto sobre as populações que vivem fora das áreas urbanas.O conferencista principal é o cacique Afukaka Kuikuro, do Parque Indígena do Xingu. Ele vai abordar os problemas que os povos indígenas vivenciam atualmente por conta das grandes obras de infraestrutura e do avanço descontrolado da fronteira agrícola sobre os remanescentes de vegetação nativa em Mato Grosso – um problema que não é exclusivo deste estado. Afukaka vem falar de um problema que não tem recebido a atenção necessária da imprensa e da sociedade: as alterações ecológicas cada vez mais severas que atingem as terras indígenas estão comprometendo a sobrevivência física e cultural de dezenas de etnias no país.

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terça-feira, 9 de março de 2010

MULHERES QUE SE DESTACAM NA PRESERVAÇÃO DAS ÁGUAS DO BRASIL 2010

GOIÁS: HELENA BERNARDES - Ambientalista, educadora, mantém o Blog SOS Nascente do Rio Piracanjuba - Anápolis - Goiás, onde também realiza programa de conscientização ecológica das populações ribeirinhas
 
Vejam as outras mulheres homenageadas clicando aqui

A mulher indígena e a grande aldeia


Na comemoração dos 100 anos do dia internacional da mulher, nada mais justo do que lembrar as mulheres que há mais de dez mil anos são as primeiras responsáveis pela vida humana nesta parte do planeta terra. As mulheres indígenas são as sabias guardiães dos segredos da continuidade da vida e da construção da harmonia e felicidade na interação de todas as formas de vida, na pluralidade da bio e sociodiversidade.

Dona Francisca Vera senta-se dentro do barraco onde o corpo de seu filho Jenivaldo está “guardado”, e onde ele viveu até ser brutalmente assassinado e jogado no rio Ypo’i, no início de novembro de 2009. As lágrimas se revoltam. A mão da mãe as recolhe procurando esconder a dor. O sofrimento de Dona Francisca representa hoje a homenagem da revolta silenciosa de milhares de mães indígenas, Kaiowá Guarani, que choram pelos filhos cujas vidas foram ceifadas pela violência extrema que hoje se abate sobre e dentro das aldeias desse povo indígena, numericamente o maior do Brasil submetido às maiores brutalidades e violências no país. Nos últimos anos, os assassinatos anuais de Kaiowá Guarani foram sempre mais da metade dos ocorridos com os mais de 230 povos indígenas, conforme o relatório de violência do Cimi. E dentro das aldeias quem mais fortemente sofrem com essa violência são as mulheres. Essa homenagem às mulheres Kaiowá Guarani é uma forma de protesto contra toda sorte de violência e sofrimento, de que são vítimas as mulheres indígenas.

Na aldeia de Ypo’i outra mãe, Damita, relatava sua angustiante situação. A esposa do professor Rolindo, com seus quatro filhos, o mais velho 8 anos,e a mais nova menos de quatro meses, tendo nascido poucos dias depois do pai ter sido agarrado, batido e possivelmente assassinado e seu corpo ocultado até hoje. Damita está passando fome e privações sem saber como manter os filhos. Aos soluços suplica ajuda, pois a situação é cada dia mais angustiante e difícil. Faz um veemente apelo para obter informações sobre o corpo de Rolindo, pois está com a alma ferida.

segunda-feira, 8 de março de 2010

História do "Dia Internacional da Mulher"

Histórias que a vida conta destaca no dia de hoje estas Grandes Ambientalistas: Ana Franco, Helena Bernardes, Rosana Arruda e Wilma Nunes

Neste dia, do ano de 1857, as operárias têxteis de uma fábrica de Nova Iorque entraram em greve, ocupando a fábrica, para reivindicarem a redução de um horário de mais de 16 horas por dia para 10 horas.
Estas operárias que, nas suas 16 horas, recebiam menos de um terço do salário dos homens, foram fechadas na fábrica onde, entretanto, se declarara um incêndio, e cerca de 130 mulheres morreram queimadas.
Em 1910, numa conferência internacional de mulheres realizada na Dinamarca, foi decidido, em homenagem àquelas mulheres, comemorar o 8 de Março como "Dia Internacional da Mulher". De então para cá o movimento a favor da emancipação da mulher tem tomado forma, tanto em Portugal como no resto do mundo.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Asfalto Solar

EUA investirá em asfalto solar

Os raios de Sol que fazem ferver o asfalto das estradas agora podem ter melhor serventia para os motoristas. O Departamento de Transportes dos EUA resolveu investir na criação de painéis solares para substituir a pavimentação das rodovias do país. Além de diminuir o consumo de petróleo, os painéis (de 4m2) concebidos pela empresa Solar Roadways são feitos de material reciclado (vidro, plástico e borracha) e células solares que captam a luz do Sol e a transformam em energia para – literalmente – iluminar a pista. Com luzes de led embutidas (como o protótipo acima), eles vão funcionar como um sistema inteligente para indicar as faixas de sinalização e até alertas sobre o que o motorista deve encontrar à frente – se há obras, curvas acentuadas ou as condições das estradas. “A energia captada fica armazenada por bastante tempo nas células e ajuda a derreter as camadas de neve que se formam sobre as estradas em dias de frio intenso”, afirma Scott Brusaw, criador do projeto. Os painéis ainda estão sendo testados, mas, se tiverem bons resultados, a ideia é substituir todas as vias americanas pelo “asfalto solar”. “Como cada painel produz cerca de 7 kW de energia por hora, se cobrirmos todo o nosso sistema viário, podemos suprir a necessidade energética de todos os Estados Unidos sem depender de outras fontes de energia nem causar impacto no planeta”, diz Brusaw. Sem dúvida, é mesmo um ótimo caminho para seguir.

Fonte: http://www.planetasustentavel.abril.com.br/

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Prece de Cáritas (legendado)

Prece de Cáritas é uma oração sublime,
e este video tem o objetivo de levar paz ao coração de quem assistí-lo.
É uma mensagem que rompe todo e qualquer
preconceito de paradigma religioso.

PRECE DE CÁRITAS
Voz de Cid Moreira

DEUS, nosso Pai,
que sois todo poder e bondade,
dai forca àquele que passa pela provação;
dai luz àquele que procura a verdade,
pondo no coração do homem
a compaixão e a caridade.
Deus, dai ao viajor a estrela guia;
ao aflito a consolação;
ao doente o repouso.
Pai, dai ao culpado o arrependimento,
ao espírito a verdade, a criança o guia,
ao órfão o pai.
Senhor, que a vossa bondade se estenda
sobre tudo que Criastes.
Piedade Senhor, para aqueles que não vos conhecem,
esperança para aqueles que sofrem.
Que a Vossa bondade permita
aos espíritos consoladores
derramarem por toda parte a paz,
a esperança e a fé.
Deus, um raio, uma faísca do Vosso amor
pode abrasar a terra.
Deixa-nos beber nas fontes
dessa bondade fecunda e infinita
e todas as lágrimas secarão,
todas as dores acalmar-se-ão.
Um só coração, um só pensamento
subirá até Vós como um grito
de reconhecimento e amor.
Como Moisés sobre a montanha,
nos Vós esperamos com os braços abertos,
oh! Poder... oh! Bondade...
oh! Beleza... oh! Perfeição,
e queremos de alguma sorte
alcançar a Vossa misericórdia.
Deus, dai-nos a força
de ajudar o progresso
a fim de subirmos até Vós.
Dai-nos a caridade pura;
dai-nos a fé e a razão;
dai-nos a simplicidade
que fará de nossas almas,
o espelho onde deve refletir
a Vossa Santa e Misericordiosa imagem.

(Madame. W. Krill.)
Ditado pelo Espírito Cáritas.
França - 25 de dezembro de 1873.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Homenagem a Iemanjá, mãe das águas - 02 de fevereiro

Lenda das Sereias

Fonte: YouTube

Poema Falado - Canto de Iemanjá

Iemanjá, lemanjá / lemanjá é dona Janaína que vem / Iemanjá, Iemanjá / lemanjá é muita tristeza que vem / Vem do luar no céu / Vem do luar / No mar coberto de flor, meu bem / De Iemanjá / De lemanjá a cantar o amor / E a se mirar / Na lua triste no céu, meu bem / Triste no mar / Se você quiser amar
Se você quiser amor / Vem comigo a Salvador / Para ouvir lemanjá / A cantar, na maré que vai / E na maré que vem / Do fim, mais do fim, do mar / Bem mais além / Bem mais além / Do que o fim do mar / Bem mais além (Canto de Iemanjá - Vinícius de Moraes).

sábado, 30 de janeiro de 2010

Humildade (Cora Coralina)

"Senhor, fazei com que eu aceite

minha pobreza tal como sempre foi.

Que não sinta o que não tenho.

Não lamente o que podia ter

e se perdeu por caminhos errados

e nunca mais voltou.

Senhor, que minha humildade

seja como a chuva desejada

caindo mansa,

longa noite escura

numa terra sedenta

e num telhado velho.

Que eu possa agradecer a Vós,

minha cama estreita,

minhas coisinhas pobres,

minha casa de chão,

pedras e tábuas remontadas.

E ter sempre um feixe de lenha

debaixo do meu fogão de taipa,

e acender, eu mesma,

o fogo alegre da minha casa

na manhã de um novo dia que começa.”

Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas nasceu no dia 20 de agosto de 1889 na velha Villa Boa de Goyaz. Grandiosa na poesia brasileira e, acima de tudo, grandiosa como mulher.